Entenda por que assistir a vídeos acelerados prejudica o seu cérebro

Em um mundo cada vez mais agitado, é muito comum que as pessoas tenham o hábito de assistir a vídeos acelerados enquanto fazem outras atividades do dia para economizar tempo.

Quem assiste a vídeos e/ou escuta áudios acelerados muitas vezes tem a sensação de que está economizando tempo e até aprendendo “mais rápido”. No entanto, esse hábito traz vários danos ao cérebro e à forma como ele processa as informações.

Como o cérebro reage a vídeos acelerados?

Assistir a vídeos acelerados não causa nenhuma alteração física no cérebro, mas faz com que ele tenha que lidar com um fluxo de informações muito acima do natural. Essa aceleração cria um “costume” de procurar sempre estímulos que sejam imediatos, e isso vai mudando a forma como ele organiza a atenção e o prazer.

“Com o cérebro acostumado com esse hábito, ele perde a capacidade de lidar com situações que seguem o ritmo natural da vida. Atividades como acompanhar uma conversa ou esperar o desenvolvimento de uma ideia passam a gerar incômodo”, explica o médico psiquiatra Tales Alberto, do Hospital Samaritano Paulista.

Ainda segundo o psiquiatra, é comum que as pessoas que assistem a vídeos acelerados sintam sintomas como dificuldade de manter a atenção e irritabilidade, justamente porque o cérebro já foi acostumado e até treinado para funcionar em uma velocidade alta.


Principais riscos para o cérebro de assistir a vídeos acelerados

  • Redução da concentração.
  • Baixa tolerância ao tédio.
  • Superficialidade na absorção de conteúdo.
  • Dificuldade em relaxar.
  • Alterações no sono.

Em pacientes neurodivergentes, como pessoas com TDAH, assistir a vídeos acelerados causa ainda mais danos ao cérebro

Prejuízo na compreensão de conteúdo

Além de a aceleração fazer o cérebro receber mais informação do que consegue absorver, consumir de forma acelerada faz com que o conteúdo que foi aprendido se perca antes mesmo de ser processado, o que pode dar uma impressão de esquecimento.

Para absorver ou aprender algo com qualidade, é importante que a pessoa esteja em um estado de atenção plena, já que, sem ela não há registro e, sem registro, não existe memória e nem como reter a informação.

Em pacientes neurodivergentes, como pessoas diagnosticadas com TDAH, esse efeito de aprender “mal aprendido” é ainda maior, porque a atenção é o primeiro passo para a consolidação de qualquer conhecimento, independente da área.

“Em temas que não despertam interesse na pessoa, esse esforço é ainda maior. O cérebro tenta acompanhar a velocidade, mas não consegue transformar aquilo em conhecimento útil. É por isso que conteúdos vistos rápido não ajudam na resolução de problemas nem melhoram o aprendizado no dia a dia”, afirma o neurologista Carlos Uribe, do Hospital Brasília, da Rede Américas.

Quando vale procurar ajuda profissional?

Alguns sinais mostram que assistir a tudo acelerado começou a atrapalhar a vida no dia a dia. Caso alguns desses comportamentos apareçam com frequência, é importante buscar ajuda. Entre os principais, destacam-se:

  • Dificuldade para realizar tarefas simples no ritmo normal.
  • Irritação ou impaciência com situações mais lentas.
  • Sensação de que nada prende a atenção.
  • Horas do dia gastas só vendo vídeos acelerados.
  • Conflitos com familiares ou colegas por causa do uso excessivo do celular ou do computador.
  • Dificuldade de relaxar ou desacelerar mesmo fora das telas.

Fonte do Conteudo: Metrópoles – www.metropoles.com

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