A justificativa do TCU para não investigar ação da FAB no resgate de Nadine Herédia no Peru

Passou batido, mas, no fim do ano passado, o TCU deu uma boa notícia a Lula. O tribunal arquivou a investigação sobre os gastos do resgate de Nadine Herédia, a ex-primeira-dama condenada por corrupção no Peru.

O tribunal, que queria se meter até no Banco Central, entendeu que não tinha nada a fiscalizar na operação que mandou um avião da FAB a Lima exclusivamente para evitar que a ex-primeira-dama fosse presa e começasse a cumprir a pena de 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro no recebimento de propinas de empreiteiras da Lava-Jato como a Odebrecht.

O transporte de Nadine custou aos cofres públicos brasileiros 345.000 reais. O governo do Peru concedeu salvo-conduto à ex-primeira-dama, permitindo que ela deixasse a embaixada brasileira em Lima e viajasse para o Brasil, após receber asilo diplomático.

“Relatados e discutidos estes autos de solicitação do Congresso Nacional, objetivando a realização de auditoria sobre a legalidade, necessidade e economicidade da despesa com o transporte da senhora Nadine Heredia Alarcón, ex-primeira-dama do Peru, e de seu filho, em aeronave da Força Aérea Brasileira, ocorrido em 16/4/2025, acordam os ministros do tribunal (…) em informar à comissão demandante acerca da impossibilidade de atuação do TCU nos termos solicitados, por tratar-se de matéria que refoge à competência da Corte de Contas”, diz o despacho do caso.

Fonte do Conteudo: Robson Bonin – veja.abril.com.br

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