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Protestos violentos abalam a Albânia, com manifestantes exigindo a renúncia do primeiro-ministro Edi Rama. A revolta escala após denúncias de corrupção contra a vice-premiê Belinda Balluku, acusada de fraudar licitações. Entenda a crise política que desafia o governo e a estabilidade do país.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Manifestantes entraram em confronto com a polícia nesta terça-feira, 10, durante protestos em Tirana, capital da Albânia, após denúncias de corrupção no governo. As manifestações, espalhadas por parte do país, representam o auge de uma escalada nas tensões políticas desencadeada em dezembro, em meio a pedidos pela renúncia do primeiro-ministro Edi Rama.
Vídeos publicados pelo jornal albanês Panorama mostram a intensidade das manifestações. Em uma das filmagens, manifestantes e policiais entram em confronto na frente do Parlamento, com coquetéis molotovs sendo lançados contra as autoridades, que responderam com jatos d’água.
Em outro registro, ativistas disparam fogos de artifício contra o prédio do gabinete do primeiro-ministro.
A revolta é a mais nova ameaça à estabilidade ao longo governo de Rama, que ocupa o cargo de premiê desde 2013. Na praça principal de Tirana, muitos manifestantes carregavam faixas e bandeiras contra o primeiro-ministro e gritavam “Rama, vá para casa. Esse governo corrupto deve renunciar”.
O cenário de instabilidade na Albânia foi potencializado em novembro, quando um tribunal anticorrupção suspendeu a vice de Rama, Belinda Balluku, por irregularidades em licitações públicas. De acordo com a denúncia, ela interferia em grandes projetos de infraestrutura para favorecer determinadas empresas.
Balluku, que também é titular do Ministério de Infraestrutura e Energia, negou as acusações, enquanto o premiê defendeu sua vice, afirmando que a suspensão era um “ato brutal de interferência no executivo”. A aliada de Rama terminou sendo reintegrada temporariamente pelo Tribunal Constitucional do país.
Nesta semana, o Gabinete Especial de Procuradoria, responsável pelo combate à corrupção e ao crime organizado no país, pediu a revogação da imunidade parlamentar de Balluku, visando prender a vice-premiê. Ainda não se sabe quando o Parlamento, responsável por analisar o pedido e controlado pelo Partido Socialista de Rama, irá decidir sobre o tema – ou se haverá qualquer votação.
Fonte do Conteudo: Flávio Monteiro – veja.abril.com.br