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Projeto Praça Onze Maravilha avança na Câmara, mas vereadores cobram clareza sobre trânsito, custos e moradia

Projeto de revitalização do entorno do Sambódromo — Foto: Reprodução

Representantes da Prefeitura do Rio e vereadores se reuniram nesta terça-feira (31/03) na Câmara Municipal para debater o Projeto de Lei Complementar (PLC) 92/25, que institui a Área de Especial Interesse Urbanístico Praça Onze Maravilha. A proposta prevê uma ampla requalificação urbana no entorno da Marquês de Sapucaí, abrangendo áreas dos bairros do Catumbi e do Estácio, na Região Central.

Durante a discussão, parlamentares concentraram questionamentos em três frentes principais. O impacto no trânsito da região, as estimativas e formas de custeio das obras e os estímulos à moradia foram os pontos mais sensíveis levantados no encontro.

A preocupação com o sistema viário foi destacada pelos vereadores William Siri, Tatiana Roque, Pedro Duarte e Maíra do MST, especialmente diante da previsão de demolição do Elevado 31 de Março, principal ligação entre o Centro e a Zona Sul do Rio. Integrantes da prefeitura afirmaram que os estudos de impacto estão em andamento e devem ser apresentados em breve.

Participaram da reunião o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento, Gustavo Guerrante, e o presidente da Companhia Carioca de Parcerias e Investimento, Osmar Lima. Segundo a prefeitura, o custo estimado das intervenções gira entre R$ 1,7 bilhão e R$ 1,8 bilhão.

“Temos muito otimismo em relação ao projeto, pois essas são regiões muito bem localizadas, a Praça XI, a Praça da Cruz Vermelha, mas, sem um estudo com soluções viárias e sem uma clareza de como essas obras serão custeadas, penso que o projeto ainda não poderá ir a votação”, disse Pedro Duarte, presidente da Comissão de Assuntos Urbanos da Câmara do Rio.

A pauta habitacional também entrou no radar. Pedro Duarte e Maíra do MST demonstraram preocupação com a garantia de moradia e com a inclusão da população local nos benefícios do projeto. Segundo ela, é necessário assegurar que moradores da região tenham acesso às oportunidades geradas.

Outro ponto levantado foi pelo presidente da Câmara, Carlo Caiado, que questionou um trecho do projeto que permite à prefeitura alienar imóveis próprios. Segundo ele, não há oposição à medida, mas é necessário detalhar quais bens públicos poderiam ser incluídos nesse processo.

O que prevê o projeto

Apresentado pela Prefeitura do Rio em novembro do ano passado, o projeto Praça Onze Maravilha propõe uma transformação urbana em uma área de cerca de 2,5 milhões de metros quadrados no entorno do Sambódromo, região historicamente ligada ao samba e à cultura carioca.

O plano inclui a demolição do Elevado 31 de Março e a construção de um mergulhão, em modelo semelhante ao adotado na revitalização da região portuária. A intervenção abriria espaço para a reconfiguração completa do entorno da Sapucaí, com implantação de áreas verdes, novos serviços, equipamentos culturais e empreendimentos. Entre os destaques está a criação de um boulevard que deve integrar os diferentes trechos da região, além da proposta de reocupação habitacional para estimular a presença de moradores.

De acordo com a prefeitura, o financiamento será integralmente privado, por meio de concessões, parcerias público-privadas (PPPs) e instrumentos urbanísticos.

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Fonte do Conteudo: Victor Serra – diariodorio.com

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