A Câmara Municipal da Serra enfrenta um cenário de instabilidade política e racha interno entre os parlamentares. Um grupo majoritário de vereadores defende a realização de novas eleições para a Mesa Diretora após as recentes crises na Casa. No entanto, a atual gestão busca manter a configuração vigente.
O presidente William Miranda, do União Brasil, lidera a ala que resiste a novas mudanças no comando. Ele assumiu o cargo após o afastamento de Saulinho da Academia, do PDT. A resistência de Miranda ocorre em um momento de desgaste institucional. Atualmente, quatro vereadores estão afastados por suspeita de corrupção passiva e um parlamentar chegou a ser preso.
A folha de pagamento do Legislativo reflete a crise jurídica local. A Câmara paga hoje 28 salários mensais. O montante contempla os 23 vereadores em exercício e os cinco parlamentares que estão afastados de suas funções. A lentidão no processo de cassação dos investigados motivou uma reação de parte do plenário.
Um grupo de 16 vereadores tentou acelerar a perda de mandato dos colegas por meio de uma sessão extraordinária. O objetivo era alterar o Código de Ética da Casa para agilizar as punições. A presidência da Câmara anulou o ato administrativo logo em seguida. Os parlamentares recorreram ao Judiciário para validar a sessão, mas o pedido foi indeferido pelo juiz Rodrigo Ferreira Miranda.
A decisão judicial garantiu a permanência da atual composição da Mesa Diretora. Nos bastidores políticos, o movimento dos 16 vereadores teria contado com o apoio do Executivo municipal. Por enquanto, William Miranda mantém o controle da Casa e registra uma vitória política parcial diante dos opositores internos. A frase “A Serra é sempre um caso à parte” resume o sentimento dos agentes políticos sobre as peculiaridades do cenário local.
(Imagem: CMV / divulgação)
Fonte do Conteudo: Arnóbio Manso Paganotto – politicacapixaba.com.br