Duas garotas gêmeas foram hospitalizadas após passarem mal ao usar um cigarro eletrônico adulterado com drogas na Inglaterra. O caso aconteceu em 29 de abril, na cidade de Hull, e foi relatado pela mãe das adolescentes.
Scarlett e Olivia Bywood, de apenas 13 anos, haviam ido a um parque próximo de casa para encontrar outras adolescentes que conheciam. No local, receberam o que acreditavam ser um vape comum. Cerca de dez minutos depois, as duas perderam a consciência. Uma delas chegou a espumar pela boca.
A mãe das meninas, Kay Fores, contou que estava no trabalho quando foi avisada pela irmã sobre o que havia acontecido. “De um momento para o outro, me disseram que minhas filhas tinham sofrido uma overdose”, disse ela em entrevista ao jornal britânico Express UK.
Segundo o relato, as adolescentes não sabiam que o cigarro eletrônico estava adulterado. Após usarem o dispositivo, desmaiaram rapidamente, enquanto os outros jovens que estavam com elas deixaram o local.
Uma vizinha que passava pelo parque percebeu a situação e acionou uma ambulância. Quando Kay chegou, as filhas já haviam sido levadas ao Hospital Real de Hull.
“Uma delas estava espumando pela boca. Elas não se lembram de nada, simplesmente apagaram”, conta.
No hospital, Scarlett e Olivia permaneceram inconscientes por cerca de seis horas e precisaram receber soro intravenoso. Exames de sangue confirmaram a presença de MDMA e spice, uma droga sintética associada a efeitos imprevisíveis.
Alerta após o susto
De acordo com Kay, o desfecho poderia ter sido ainda mais grave. “Se não tivessem sido encontradas a tempo, elas poderiam ter morrido”, afirma.
As adolescentes receberam alta no dia seguinte, com ferimentos leves provocados pela queda no momento em que desmaiaram. Apesar da recuperação, o episódio deixou a família em choque.
“Foi devastador ver minhas filhas naquele estado. Elas achavam que era apenas um cigarro eletrônico comum. Por isso quero que outras crianças percebam que não devem tocar em cigarro eletrônico de ninguém porque a próxima pode morrer”, disse.
Após o caso, a mãe decidiu compartilhar a história para alertar sobre os riscos. Segundo ela, as filhas não pretendem voltar a usar esse tipo de produto. “Quero que outras crianças entendam que não devem aceitar nada de outras pessoas. A próxima pode não ter a mesma sorte”, declarou.
O caso deve ser levado às autoridades locais para investigação.
Fonte do Conteudo: Metrópoles – www.metropoles.com