Ex-braço direito de Zelensky é preso por suspeita de esquema de corrupção milionário

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O tribunal superior anticorrupção da Ucrânia ordenou nesta quinta-feira, 14, a prisão preventiva de Andrii Yermak, político ucraniano influente e ex-chefe de gabinete do presidente Volodymyr Zelensky, sob acusações de lavagem de dinheiro. 

As agências anticorrupção ucranianas afirmaram em comunicado que Yermak é suspeito de participar de um grupo criminoso que lavou cerca de US$ 10,5 milhões (51,6 milhões de reais) por meio de um negócio imobiliário de luxo nos arredores da capital, Kiev.

O tribunal decidiu aplicar “uma medida preventiva na forma de prisão preventiva por 60 dias a partir da data de sua detenção efetiva” e fixou uma fiança de 140 milhões de grívnias (15,8 milhões de reais).

“Mantenho a minha posição. Vou contestar qualquer acusação apresentada contra mim”, reagiu Yermak durante a audiência. “Acredito que meus advogados, a equipe de defesa, vão recorrer”, acrescentou aos jornalistas. Questionado sobre o pagamento da fiança, ele respondeu: “Não tenho tanto dinheiro. Eu não esperava por isso”.

O caso faz parte de uma investigação mais ampla sobre corrupção no núcleo de poder da Ucrânia, deflagrada em novembro passado, quando Tymur Mindich, um ex-sócio de Zelensky, foi apontado como líder de um esquema que distribuiu US$ 100 milhões em propinas na agência estatal de energia atômica.

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O ex-vice-primeiro-ministro ucraniano e aliado do presidente, Oleksiy Chernyshov, também foi indiciado no âmbito da investigação (ele já havia sido acusado de abuso de poder em um caso separado).

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Quem é Yermak

Yermak era amplamente considerado a segunda pessoa mais poderosa da Ucrânia, depois de Zelensky, exercendo influência em quase todas as áreas da política ucraniana — algo visto como desproporcional, uma vez que seu cargo não era eletivo.

O ex-produtor de cinema e advogado especializado em entretenimento frequentemente aparecia ao lado do presidente em eventos públicos e também havia sido o principal negociador de Kiev nas negociações de paz com a Rússia, mediadas pelos Estados Unidos.

Sua renúncia no ano passado ocorreu em meio a uma ampla reformulação do governo, com o objetivo de restaurar a confiança na presidência, que vinha sendo alvo de críticas por supostamente aproveitar o contexto de guerra para promover uma “centralização de poder”.

Fonte do Conteudo: Sara Salbert – veja.abril.com.br

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