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Flávio Bolsonaro viu sua candidatura presidencial cair 5,4 p.p. em pesquisa Atlas/Bloomberg, deixando Lula isolado na liderança. A queda é atribuída ao “Efeito Master”, seu envolvimento com o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O PL contesta a pesquisa que capta a repercussão do caso.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Flávio Bolsonaro não gostou dos resultados da pesquisa Atlas/Bloomberg. Eles mostram queda expressiva (5,4 pontos percentuais em relação a abril) do candidato presidencial do Partido Liberal. Em consequência, o adversário Lula fica isolado na liderança das intenções de voto, em patamar (47%) praticamente estável desde março.
Foi o primeiro levantamento a captar a corrosão provocada pelo “Efeito Master” na imagem do mais destacado candidato de oposição. O Partido Liberal foi à Justiça Eleitoral contestar as perguntas que os pesquisadores da Atlas/Bloomberg apresentaram em 5.032 entrevistas on line, realizadas entre quarta-feira (13/5), dia da revelação do enredo de Flávio Bolsonaro com o antigo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e a última segunda-feira (18/5). O partido argumenta que, na pesquisa, não foram apresentadas “perguntas neutras”.
É uma daquelas situações em que se pode dizer que o problema não está nas perguntas, mas nas respostas. Na quarta-feira passada, quando começaram as entrevistas da pesquisa mensal, houve a divulgação de uma conversa do candidato presidencial do PL com o então dono do Banco Master, em novembro do ano passado.

Flávio Bolsonaro cobrou 134 milhões de reais de Vorcaro, que foi preso no dia seguinte por fraudes financeiras bilionárias. O senador e candidato do PL alega inocência porque, até então, não teria percebido que se metera num labirinto: “No dia seguinte em que ele foi preso, nesse momento (foi) que nós vimos ali que deu uma virada de chave, nós entendemos melhor que a situação era muito mais grave.” Sabe-se que ele conseguiu receber do Master ao menos 61 milhões de reais, supostamente para financiar uma cinebiografia do seu pai, Jair Bolsonaro.

Numa reunião com parlamentares, na última terça-feira, o candidato do PL contou que no início de dezembro viajou a São Paulo para encontrar o dono do Master, que estava em prisão domiciliar e usava tornozeleira eletrônica: “Eu estive com ele mais uma vez, após esse evento (a prisão em novembro), quando ele passou a usar o monitoramento eletrônico. Ele não poderia sair da cidade de São Paulo, e eu fui, sim, ao encontro dele para botar um ponto final nessa história, dizer que se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo e o filme (sobre Jair Bolsonaro) não correria risco”.
Flávio Bolsonaro ainda não esclareceu muitos aspectos desse enredo milionário e nebuloso com um ex-banqueiro preso e acusado de fraudes em série contra fundos públicos e privados. Nem explicou o que seria “botar um ponto final nessa história”. Numa hipotética conta de padaria, entre os 134 milhões de reais que ele cobrava e os 61 milhões de reais que teria recebido do Master, existiriam 73 milhões de possibilidades de ponto final.
Fonte do Conteudo: José Casado – veja.abril.com.br