A instituição coral mais antiga do mundo chega ao Brasil em julho. A Cappella Musicale Pontificia “Sistina”, que tem suas origens no século VI e é responsável por moldar decisivamente o desenvolvimento da música vocal no Ocidente, realiza sua primeira viagem à América Latina. O coro se apresenta no Rio no dia 10 de julho, a partir das 19h30, na Igreja Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, na Zona Sul do Rio.
Responsável pela música nas principais celebrações do Vaticano, o grupo é conhecido informalmente como “O Coro do Papa”. E destaca-se em atuações na Basílica de São Pedro, Capela Sistina e, mais recentemente, em momentos históricos como os funerais do Papa Francisco.
Maestro do grupo é brasileiro
Monsenhor Marcos Pavan, o primeiro maestro não italiano no cargo em 600 anos, nasceu em São Paulo, e estudou música na capital paulista. Especializou-se em técnica vocal e canto gregoriano e obteve o Fellowship Diploma em Regência Coral pelo National College of Music and Arts de Londres. Após carreira no Brasil como cantor lírico e regente, transferiu-se para a Itália em 1991. Em 1998, foi nomeado Maestro dos Pueri Cantores da Cappella Sistina, participando das gravações do coro para a Deutsche Grammophon e a Paulus. Em 2020, o Papa Francisco o nomeou Maestro Diretor — tornando-o o primeiro não-italiano a ocupar o posto desde que o cargo foi criado, no século XIX.


Repertório terá Canto Gregoriano
O programa no Brasil – Canto gregoriano e clássicos do Renascimento e outros – O coro que vem ao Brasil é composto por 24 cantores adultos e cerca de 30 Pueri Cantores — os meninos cantores que constituem a seção das chamadas vozes brancas do conjunto – caracterizadas pela sonoridade pura, precedente à puberdade. “O programa preparado para as apresentações brasileiras abrange quinze séculos de repertório coral, do canto gregoriano à música do século XX, incluindo uma obra de um compositor brasileiro”, afirma Monsenhor Marcos Pavan, maestro e diretor musical atual do grupo.
Os concertos incluirão, entre outras obras, peças como o antífona gregoriana Factus est repente; obras de Palestrina (incluindo o Credo da célebre Missa Papae Marcelli) e Tomás Luis de Victoria — dois dos maiores polifonistas do Renascimento e ex-membros do próprio coro; peças de Lorenzo Perosi e Domenico Bartolucci — ambos ex-maestros diretores da Cappella Sistina e o Choral varié sur le thème du ‘Veni Creator’ de Maurice Duruflé para órgão solo.
Alem do Rio, o grupo passa por São Paulo e Brasília e apresenta concercertos extras em Campinas e Curitiba. Todas as performances terão acesso 100% gratuito.
Serviço:
Rio de Janeiro
Local: Igreja Nossa Senhora da Paz
Data: 10 de julho
Horário:19h30
Entrada gratuita
Fotos: Divulgação
Fonte do Conteudo: Daniela Calcia – diariodorio.com
