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Flanelinhas cobram R$ 30 em Copacabana, Guarda se omite e vídeo de Luan Lennon termina em confusão com camelôs

Luan Lennon segura pela camisa um flanelinha que tentava fugir após ser confrontado por realizar cobranças irregulares por vagas públicas na Avenida Atlântica, em Copacabana. / Foto: Reprodução da internet.

O influenciador Luan Lennon voltou a viralizar nas redes sociais nesta segunda-feira ao divulgar um novo vídeo denunciando a atuação de flanelinhas na Avenida Atlântica, em Copacabana, durante a intensa movimentação provocada pelo jogo da Seleção Brasileira.

Nas imagens, Luan aborda homens que cobravam R$ 20 e R$ 30 de motoristas para estacionar em vagas públicas ao longo da orla. Segundo o influenciador, as cobranças configuram extorsão praticada diariamente contra moradores e turistas que frequentam um dos principais cartões-postais do país.

O episódio ganha contornos ainda mais graves quando Luan procura uma equipe da Guarda Municipal posicionada a poucos metros do local onde as cobranças ocorriam. O influenciador questiona por que nenhuma providência estava sendo tomada diante da situação. Um dos agentes responde que não havia presenciado qualquer irregularidade.

Luan insiste que a prática acontecia diante dos próprios guardas e cobra uma atuação mais firme da fiscalização. O diálogo rapidamente passou a repercutir nas redes sociais, reacendendo o debate sobre a ausência de fiscalização contra flanelinhas em uma das áreas mais visitadas do Rio de Janeiro.

Ao mesmo tempo, o vídeo registra dezenas de ambulantes clandestinos ocupando o calçadão da Avenida Atlântica. No entanto, durante a conversa com a Guarda Municipal, Luan critica o que considera uma atuação desproporcional da fiscalização, afirmando que haveria maior preocupação em reprimir vendedores ambulantes do que em enfrentar a atuação dos flanelinhas.

A fala, entretanto, é mal compreendida por alguns ambulantes clandestinos próximos, que, como sempre, vendem sem nenhum tipo de fiscalização comidas e bebidas bem na frente dos quiosques que pagam aluguéis altíssimos. Sem entender que a crítica era dirigida à postura da fiscalização, alguns passam a ameaçar o influenciador e avançam em sua direção. A confusão cresce rapidamente e exige a intervenção da Polícia Militar, que controla a situação e conduz alguns dos envolvidos, conforme mostram as imagens divulgadas por Luan.

Outro momento que chamou atenção ocorre quando Luan conversa com um dos flanelinhas. Durante a abordagem, o homem afirma ter sido traficante e, tentando justificar sua atividade atual, pergunta ao influenciador: “Você quer que eu volte para a boca?”. A declaração rapidamente repercutiu nas redes por transmitir a ideia de que suas únicas alternativas seriam retornar ao tráfico de drogas ou permanecer atuando como flanelinha. Trata-se, evidentemente, de um falso dilema: a sociedade oferece inúmeras formas lícitas de trabalho e sustento, incompatíveis tanto com a criminalidade organizada quanto com a cobrança ilegal de motoristas em vias públicas.

Nos últimos meses, Luan Lennon tornou-se um dos principais responsáveis por recolocar o problema dos flanelinhas no centro do debate público. Seus vídeos, gravados em diferentes pontos da cidade, vêm alcançando milhões de visualizações e expondo situações que muitos cariocas afirmam enfrentar diariamente.

Figura controversa e frequentemente identificada por adversários como ligada à direita, Luan desperta opiniões divergentes. Ainda assim, mesmo entre pessoas que discordam de suas posições políticas, cresce o reconhecimento de que suas gravações têm evidenciado problemas de ordem urbana que, por muitos anos, permaneceram praticamente naturalizados.

A nova gravação também levanta outro questionamento inevitável: como é possível que cobranças escorchantes e ilegais por vagas públicas ocorram em plena Avenida Atlântica, diante de agentes públicos tanto da PM quanto da Guarda Municipal, em um dos locais mais turísticos do Brasil, sem qualquer intervenção imediata do poder público?

A repercussão do vídeo foi imediata. Em poucas horas, milhares de pessoas passaram a comentar a publicação, muitas delas relatando experiências semelhantes com flanelinhas e criticando a atuação do poder público. Uma internauta afirmou ter sido ameaçada após se recusar a pagar por uma vaga na Zona Sul e disse que, mesmo após procurar guardas municipais, ouviu apenas que deveria “tomar cuidado” com seu carro. Outro comentário resumiu o sentimento de diversos usuários: “Prefeitura conivente”. Houve ainda quem defendesse a criação de leis mais rigorosas para combater essas práticas e quem elogiasse a atuação do influenciador, escrevendo: “Nem em dia de jogo o homem descansa”.

O engajamento ajuda a explicar o crescimento vertiginoso de Luan Lennon nas redes sociais. Em poucos meses, seu perfil no Instagram ultrapassou 1,2 milhão de seguidores, número expressivo para alguém que produz conteúdo quase exclusivamente voltado à fiscalização informal da desordem urbana. Se antes suas publicações circulavam principalmente entre grupos interessados em segurança pública, hoje alcançam milhões de pessoas e frequentemente figuram entre os vídeos mais compartilhados por cariocas, transformando Luan em um dos influenciadores mais comentados quando o assunto é ordem pública no Rio de Janeiro.

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Fonte do Conteudo: Bruna Castro – diariodorio.com

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