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Presos suspeitos de matar, carbonizar e esconder corpo de DJ no DF

Policiais civis da 19ª Delegacia de Polícia (P Norte – Ceilândia) prenderam, na sexta-feira (3/7), dois dos três homens envolvidos na morte do DJ Thiago Bezerra de Araújo, 37, que foi encontrado morto carbonizado dentro de um porta-malas de um veículo no Sol Nascente em 14 de dezembro de 2025.

Durante a Operação Carbono, foram cumpridos os mandados de prisão expedidos pelo Tribunal do Júri de Ceilândia contra Steve Daley de Castro Dias, vulgo “Gui”, considerado o mandante do crime, e Daniel Nascimento dos Santos, conhecido como Daniel “Pescoço” (vídeo acima), que teria auxiliado na ocultação do cadáver. Ambos foram localizados no Sol Nascente. Robson Lima Mota, outro suspeito, é o único que segue foragido.

Durante a prisão, Steve arremessou o aparelho celular contra o telhado do imóvel vizinho, com o objetivo de inutilizar possível elemento de prova.

Daniel do Nascimento Santos é conhecido como Daniel Pescoço. Ele já tem passagem na polícia por lesão corporal no âmbito da Lei Maria da Penha.

Relembre o crime

O corpo da vítima foi encontrado após o Corpo de Bombeiros ser acionado para atender a uma ocorrência de incêndio em um veículo VW/Gol de cor vermelha na região da Chácara 128. Durante a ocorrência, foi constatado que havia um corpo no porta-malas incendiado e com disparos de arma de fogo.

Thiago atuava como DJ e também já havia trabalhado como tatuador. Segundo a Polícia Civil, a vítima trabalhava como operador de máquinas do GDF.

De acordo com a PCDF, os três criminosos, por meio de uma emboscada, atraíram a vítima e sua namorada até um local ermo. Ao chegarem lá, renderam a mulher e, usando duas armas de fogo, efetuaram diversos disparos fatais contra o homem. Em seguida, colocaram o corpo no porta-malas do próprio veículo da vítima e atearam fogo.

Após o fato, os três autores passaram a ameaçar e torturar a companheira da vítima para que ela não delatasse o crime. Eles chegaram a mantê-la, por cerca de 30 dias, sob tortura e em cárcere privado no barraco de um dos envolvidos.

Segundo a investigação, Daniel e Robson teriam auxiliado Steve Daley de Castro Dias, vulgo “Gui”, que teria efetuado três disparos de arma de fogo contra Thiago Bezerra, a colocar o cadáver no porta-malas do carro e, posteriormente, incendiado o automóvel, com o objetivo de ocultar o crime.

A investigação revelou ainda que Thiago havia tomado posse do carro há algumas semanas antes de ser morto. O veículo pertencia a Iago Nunes Alencar, o qual, na época, estava preso no Centro de Progressão Penitenciária (CPP).

Fonte do Conteudo: Metrópoles – www.metropoles.com

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