Uma operação conjunta entre a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e a Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) cumpriu, na manhã desta segunda-feira (03/08), mandados contra uma organização criminosa especializada no contrabando de drogas, telefones celulares e insumos ilícitos para dentro de presídios do Rio de Janeiro.
A ação mobilizou agentes na Capital e na Região Metropolitana para o cumprimento de 4 mandados de prisão temporária e 10 de busca e apreensão. Até as 7h da manhã, quatro suspeitos já haviam sido detidos, incluindo uma prisão em flagrante.
O principal alvo da investida é o policial penal Wagner Jardim Dias, apontado pela inteligência policial como o operador central do esquema de facilitação no sistema prisional. Wagner foi localizado e preso em sua residência, no bairro de Pendotiba, na Região Oceânica de Niterói.
Invasão de 20kg de drogas em Bangu 7 deu origem à investigação
A teia criminosa começou a desmoronar em novembro do ano passado, após uma investida frustrada no Presídio Nelson Hungria (Bangu 7), localizado no Complexo de Gericinó. Na ocasião, mulheres sem cadastro de visitação tentaram entrar na unidade portando sacolas com 20 quilos de entorpecentes e 130 aparelhos celulares.
As apurações revelaram que servidores penais cooptados pelo grupo efetuavam apenas revistas superficiais para permitir a passagem do material. A entrega aos detentos só foi interrompida graças a uma denúncia anônima de última hora.
A partir do flagrante, a Draco iniciou um rigoroso rastreamento financeiro e cruzamento de dados. Os investigadores identificaram que um dos operadores do esquema movimentou mais de R$ 259 mil em transações bancárias sem qualquer justificativa econômica ou compatibilidade com a renda declarada.
Reincidência no Crime
Esta não é a primeira vez que o policial penal Wagner Jardim Dias vai para os trilhos da Justiça. Ele já havia sido preso preventivamente em novembro de 2025 no decorrer do mesmo inquérito, obtendo a liberdade temporária em fevereiro deste ano. Com o avanço das provas de movimentação financeira e divisão de tarefas com facções, a Justiça expediu a nova ordem de prisão.
Fonte do Conteudo: Mateus Aguiar – diariodorio.com