Eleições 2026: 80 milhões de eleitores ainda não escolheram um candidato à Presidência

A oito semanas da primeira rodada de votação, 80 milhões de eleitores ainda não escolheram um candidato à presidência da República. Eles são donos de pouco mais da metade (51%) dos votos, demonstra pesquisa da Quaest/Genial divulgada nesta quarta-feira (5/8).

Lula continua onde está há meses: praticamente estagnado, imobilizado, no patamar de 40% entre aqueles que já se definiram por algum candidato. Acompanha-o Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, seu adversário mais destacado nas sondagens, que oscila na faixa dos 30%. Juntos, continuam concentrando sete em cada dez das intenções de voto declarados para o primeiro turno.

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Ambos se mantêm na disputa com mais rejeição (acima de 52%) do que preferência. Se nada mudar, devem atravessar os próximos dois meses numa disputa cada vez mais apertada e em terreno instável, onde a repercussão de tramas policialescas no governo e na oposição pode mudar tendências de voto.

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Os candidatos favoritos até agora não deram ao eleitorado pistas sobre os planos de governo. Não se sabe, por exemplo, como Lula ou Flávio Bolsonaro planejam para a segurança pública ou ainda para a administração do aumento na dívida pública.

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É possível que comecem apresentar suas ideias a partir da próxima semana, quando começa o período de debates e de propaganda partidária.

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É etapa valiosa para os demais candidatos. Desconhecidos para cerca de metade do eleitorado, devem batalhar pela conquista dos indecisos e lutar para parte dos que já se alinharam aos líderes nas pesquisas, Lula e Flávio Bolsonaro.

Resta pouco tempo, apenas 60 dias, para eventuais mudanças no cenário de apatia que está aí. Em parte, isso se deve às limitações impostas pelos partidos à renovação no governo e no Legislativo.

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É notável, também, o contraste entre a paisagem de chapas eleitorais predominantemente masculina e um eleitorado de expressiva maioria feminina.

As mulheres são decisivas. Têm quase nove milhões de votos a mais que os homens. Isso equivale ao total de votos disponíveis na capital paulista, o maior colégio eleitoral.

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Fonte do Conteudo: José Casado – veja.abril.com.br

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