A crise operacional e financeira na Apex Partners atingiu o seu ponto mais crítico desde a eclosão do caso. Entre a última sexta-feira e este fim de semana, a companhia promoveu uma demissão em massa que desligou cerca de 80% de seus funcionários e colaboradores.
O corte atinge praticamente todos os setores e unidades de negócio da instituição. A drástica redução do quadro de pessoal ocorre em paralelo ao surgimento de novas projeções do mercado e de fontes ligadas ao processo, que apontam que o passivo e o rombo financeiro real podem alcançar a ordem de R$ 1,4 bilhão — montante considerado de improvável recuperação perante os credores.
Cronologia da Crise: Do “Master Capixaba” à Ruína Operacional
O colapso da instituição financeira acelerou em ritmo vertiginoso ao longo dos últimos dias:
- Furo Exclusivo e Confirmação de Rombo
Quinta-feira (06/08)
O ES Hoje revelou com exclusividade o caso batizado nos bastidores de “Master Capixaba”, apontando preliminarmente um rombo de mais de R$ 500 milhões. Horas após a publicação, a Apex Partners emitiu nota oficial confirmando a existência de “inconsistências financeiras” e anunciando o afastamento sumário do fundador e presidente, Fernando Antonio Kulnig Cinelli, e do diretor financeiro (CFO), Eduardo Siqueira.
- Distrato com o BTG Pactual e Trava de Fundos
Quinta-feira (06/08)
O Banco BTG Pactual anunciou o encerramento imediato do contrato de distribuição com a DRM Apex Investimentos por descumprimento de normas da CVM e omissão de informações. Na sequência, o BTG bloqueou os resgates do fundo BRM Carbyne FIC FIDC (com R$ 160,5 milhões e 909 cotistas) devido à corrida de saques.
- Pedido de Liminar e Proteção Patrimonial
Sexta-feira (07/08)
A Apex obteve na Justiça uma tutela cautelar preventivav, negando processo de Recuperação Judicial, mas garantindo a suspensão temporária de execuções enquanto uma auditoria externa passa um pente-fino nas contas.
- Corte de 80% do Quadro e Salto do Passivo
Fim de Semana
Sem fôlego caixa e com o contrato de distribuição rescindido, a empresa deflagrou uma demissão em massa de cerca de 80% dos colaboradores e as estimativas do rombo escalaram para R$ 1,4 bilhão.
A escalada do escândalo coloca sob holofotes não apenas a estrutura acionária formal revelada em documentos societários, mas também as conexões com herdeiros de figuras proeminentes da política e do meio empresarial capixaba. Os nomes dos filhos do ex e atual governadores do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB) e Ricardo Ferraço( MDB), respectivamente, Victor Casagrande e Pedro Chieppe, estão entre acionistas e quadro de diretores.
A presença de nomes ligados a famílias de grande projeção política amplia a repercussão nos bastidores do Estado, enquanto investidores locais e empresas que aportaram recursos tentam mapear o impacto do colapso e o destino das quantias sob suspeita.
Filho de Casagrande desabafa em meio à crise da Apex: “não é o Dia dos Pais que eu gostaria de entregar”
Fonte do Conteudo: Danieleh Coutinho – eshoje.com.br