Um novo mapa digital quer aproximar moradores dos rios que atravessam seus bairros e, ao mesmo tempo, incentivar a preservação desses cursos d’água. O programa Esse Rio é Meu lança, nos próximos dias, uma plataforma que vai reunir informações sobre rios de cinco municípios do estado: Rio de Janeiro, São Gonçalo, São João de Meriti, Japeri e Queimados.
A ferramenta chega em meio a problemas históricos enfrentados por muitos desses cursos d’água, como poluição, assoreamento e descarte irregular de lixo e esgoto. A proposta é usar a tecnologia para ampliar o conhecimento sobre os rios e estimular o envolvimento de moradores, estudantes e comunidades escolares na conservação do patrimônio hídrico.
O portal funcionará como um hub de educação socioambiental, com informações sobre a história das bacias hidrográficas e dos rios mapeados. A plataforma também terá uma área de destaque para divulgar campanhas de preservação desenvolvidas por escolas e suas comunidades.
Uma das novidades do projeto será a possibilidade de moradores e estudantes proporem nomes para rios que ainda não têm denominação oficial. A iniciativa pretende recuperar a relação da população com cursos d’água muitas vezes pouco conhecidos ou até invisíveis na rotina dos bairros.
A ideia é que a participação comece dentro das escolas e se estenda para as comunidades. Ao conhecer a história e a importância do rio que passa por sua região, o morador poderá participar de ações voltadas à sua preservação.
Segundo a proposta do programa, a tecnologia deve ajudar a criar um sentimento de pertencimento em torno desses espaços. A partir do trabalho realizado nas escolas, estudantes e moradores poderão conhecer melhor os cursos d’água de seus bairros e, junto com a comunidade escolar, atuar na proteção de um patrimônio que também tem importância histórica e cultural.
O Esse Rio é Meu já está presente em mais de 1.850 escolas e, com a nova plataforma, pretende ampliar sua atuação para a rede estadual de Ensino Médio.
O mapeamento inicial contempla cinco municípios da Região Metropolitana e da Baixada Fluminense, criando uma base de informações que poderá ser consultada por estudantes e moradores.
Fonte do Conteudo: Mariana Motta – diariodorio.com