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Lula atribui sua derrota no primeiro turno da eleição presidencial à “promiscuidade” estabelecida na Suprema Corte brasileira. Com 2,3 milhões de votos a menos que Flávio Bolsonaro, o petista expressa incômodo e propõe uma reforma no Poder Judiciário, mas nem ele nem o adversário têm projeto e nem seria factível o debate de uma proposta nos 19 dias que falta para o segundo turno de votação.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Lula culpa juízes do Supremo Tribunal Federal por sua derrota no primeiro turno. “Estamos carregando nas costas uma coisa muito grave que é a promiscuidade que ficou estabelecida na Suprema Corte brasileira depois dessas denúncias”, disse nesta segunda-feira (5/10) a uma plateia de candidatos eleitos do Partido dos Trabalhadores.
Com essa frase de vinte e duas palavras, Lula deixou claro que ainda não se convenceu da própria culpa na derrota por 2,3 milhões de votos para Flávio Bolsonaro no primeiro turno da eleição presidencial.
Na noite do último domingo, depois de divulgados os resultados, divagou: “Não entendo… Será que o povo está certo e estamos errados?”
Na reunião com aliados, ontem, comentou: “Às vezes o povo não vota porque o povo não nos compreendeu.”
Lula está à procura de culpados por ter conseguido 53,8 milhões de votos (45,16% do total) e ter ficou 2,3 milhões de votos atrás de Flávio Bolsonaro. O adversário, que ele subestimou, venceu a primeira rodada de votação com 56,1 milhões de votos (47,03%).
Aparentemente, Lula ainda não chegou a uma conclusão sobre a eventual parcela de responsabilidade do “povo” na sua derrota.
O candidato à reeleição, porém, já exala certeza sobre reflexos nas urnas de domingo dessa carga pesada que diz estar carregando nas costas — nas suas palavras, a “promiscuidade que ficou estabelecida” entre juízes do Supremo.
Ele não disse, mas é provável que estivesse de referindo à rede de proteção e de influência política do Banco Master, na qual se enredaram vários juízes de tribunais superiores, entre eles Alexandre de Moraes e José Antonio Dias Toffoli, do STF.
Lula sugeriu abrir a campanha do segundo turno com a proposta de uma reforma do Poder Judiciário: “Quando você chega numa situação em que a Suprema Corte está sob a desconfiança da sociedade, algo é muito grave. Então, esses são temas que nós vamos ter que encarar nesta campanha.”
Acrescentou: “Precisamos definir concretamente como é que a gente vai escolher um ministro da Suprema Corte. É de interesse pessoal do presidente da República? É de pressão do Congresso Nacional? É de interesse do poder econômico?”
“Vamos ter que começar a discutir com a sociedade qual é o critério que a gente vai escolher para indicar um candidato a ministro da Suprema Corte” — continuou. “E se vai ter mandato ou não. Está na hora de discutir isso. A verdade é que ninguém está acima da lei nem os ministros da Suprema Corte estão acima da lei.”
Nos últimos nove meses, nem Lula nem Flávio Bolsonaro se preocuparam em apresentar e debater em público ideias e sugestões tanto para uma reforma do Judiciário quanto para qualquer outro tema crítico na vida dos brasileiros. Naturalmente, fica difícil acreditar que façam isso nos 19 dias que faltam para a rodada final de votação.
Um mês atrás, o Partido dos Trabalhadores anunciou em documento interno (Resolução 10/9/2026) a finalização de um projeto de reforma do Judiciário para a campanha de Lula. Surpreendidos, alguns dirigentes petistas foram atrás da proposta. Não encontraram, mas ficaram sabendo que o tema está na agenda para discussão preliminar no Congresso do PT previsto para… 2027.
Fonte do Conteudo: José Casado – veja.abril.com.br