Análise: Trump usa taxação como ferramenta de pressão política

A Colômbia concordou com a “aceitação irrestrita” de imigrantes que entraram ilegalmente nos Estados Unidos e, segundo a Casa Branca, o presidente Donald Trump não cobrará uma tarifa de 25% sobre o país “a menos que a Colômbia não honre este acordo”.

No domingo (26), Trump havia informado pelas redes sociais um pacote de medidas de retaliação contra a Colômbia, após o país sul-americano se recusar a receber voos militares com pessoas deportadas.

As medidas envolviam tarifas emergenciais de 25% sobre todos os bens da Colômbia que entram nos Estados Unidos, proibições de viagens e revogações imediatas de vistos para autoridades do governo colombiano, sanções de visto e inspeções aprimoradas de alfândega.

Para o analista sênior de Internacional da CNN Américo Martins, Trump tem utilizado a tática de taxação como uma ferramenta de pressão política contra outros países.

Esta estratégia, que envolve ameaças de imposição de tarifas, tem sido aplicada de forma abrangente pelo líder americano.

Américo explica que, embora a taxação seja um instrumento legítimo para corrigir distorções no comércio internacional, seu uso para fins políticos pode ser considerado abuso de poder diplomático.

Impacto nas relações internacionais

O especialista ressalta que esta tática tem sido empregada especialmente contra países menores, com o objetivo de intimidá-los e forçar mudanças de posição.

Contudo, Américo alerta que esta estratégia pode ter consequências negativas para a própria economia americana.

Ele cita o acordo de livre comércio entre EUA e Colômbia, que movimentou cerca de 35 bilhões de dólares em 2023, com superávit para os Estados Unidos.

Uma guerra comercial, portanto, segundo o analisa, não seria benéfica para nenhuma das partes.

Motivações eleitorais

O analista sugere que as ações de Trump têm duplo propósito: mostrar que a administração está trabalhando para cumprir as promessas eleitorais e criar um clima de medo entre a população de imigrantes ilegais.

Apesar dos potenciais riscos econômicos e diplomáticos, o especialista prevê que Trump continuará a fazer uso frequente dessas ameaças, dado seu estilo de governança.

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Fonte do Conteudo: afonsobenites – www.cnnbrasil.com.br

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