Luiz Nicoletti foi preso após denúncia do MPES de financiar a atuação de um grupo criminoso; Câmara de Vitória exonerou o servidor
Por Robson Maia
O servidor da Câmara de Vereadores de Vitória (CMV) Luiz Nicoletti, preso por suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas, é acusado de financiar a atuação de um grupo criminoso alvo da investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco-Central). De acordo com a denúncia apresentada pelo MPES, Nicoletti teria desempenhado um papel de relevância na organização criminosa.
A denúncia apresentada pelo MPES à Justiça aponta que Luiz Nicoletti teria tido uma atuação importante na organização financeira do grupo que buscava efetivar uma rota do tráfico de drogas entre Rondônia e o Espírito Santo.
“Nicoletti desempenhou um papel crucial no planejamento financeiro da operação, e, mesmo após João (outro suspeito investigado na operação) desistir da viagem, ele manteve-se envolvido, gerenciando o envio de quantias de dinheiro. A análise dos elementos colhidos revela a existência de uma estrutura criminosa organizada, voltada para o tráfico de drogas, na qual cada integrante desempenhava uma função específica e interligada, visando à aquisição, ao transporte, à distribuição e ao financiamento do entorpecente“, aponta trecho da denúncia.
Outras duas pessoas são apontadas na denúncia como participantes do esquema. João Gabriel Coitinho Maciel e Ramon Coelho dos Santos já haviam sido denunciados em decorrência da Operação Mosaico.
A investigação, inicialmente conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, ligada à Polícia Federal, teve 50 pessoas denunciadas e levou ao nome do servidor da Câmara de Vitória. Após a quebra do sigilo dos dados dos dois investigados e do compartilhamento de provas, os investigadores do Gaeco descobriram que João Gabriel e Luiz Nicoletti mantinham relações ligadas ao tráfico de entorpecentes.
Mensagens trocadas pelo WhatsApp desde 2022 e encontradas nos celulares dos suspeitos comprovaram que diversas movimentações financeiras realizadas por Nicoletti seriam provenientes do tráfico de drogas, de acordo com o MPES.
O Ministério Público pediu a prisão preventiva de Luiz, aceita pela Justiça e cumprida com apoio da Polícia Militar. Nicoletti foi exonerado da Câmara de Vereadores de Vitória, que se manifestou sobre o caso por meio de nota.
“A Câmara Municipal de Vitória informa que o ex-servidor Luiz Nicoletti foi nomeado em 2022 para a estrutura da Casa. Assim que a atual gestão tomou conhecimento dos fatos, adotou as providências cabíveis e solicitou sua exoneração. A Presidência reforça seu compromisso com a integridade no serviço público e reitera que eventuais condutas alheias às suas funções não refletem os princípios que norteiam esta instituição“, diz a nota divulgada pela Câmara.
Fonte do Conteudo: Robson Maia – esbrasil.com.br