A professora Eliege Emídio faleceu na madrugada desta quinta-feira, 10, no Pronto Atendimento Médico Tancredo Neves, em Presidente Kennedy. A causa da morte ainda é desconhecida e será investigada pelo SVO (Serviço de Verificação de Óbito) de Vitória.
Nascida em Muqui, Eliege chegou a Kennedy ainda na juventude, há mais de 30 anos, e iniciou sua carreira no magistério aos 16 anos, apenas com o curso normal. Dedicou a vida à educação, tornando-se uma coordenadora respeitada na Escola Estadual Presidente Kennedy, onde impunha disciplina com firmeza, mas também com um cuidado que conquistava alunos e colegas. “Era brava, mas justa. Ninguém ficava desassistido”, lembra Tânia Sedano, ex-aluna e amiga.
Boêmia de coração, Eliege vivia entre o violão, a cerveja e o cigarro, sempre à sua maneira. Reservada, carregava suas dores em silêncio, sem compartilhá-las nem mesmo com os mais próximos. “Ela não se abria para ninguém. O problema era só dela”, conta Claudiceia Sedano, vizinha e “vó de consideração” de sua neta Aurora, nascida há apenas 14 dias.
“Nós éramos vizinhas há 35 anos, sempre muito honesta, trabalhadora, amava incondicionalmente a filha Helena. Uma pessoa de um coração nobre e muito querida. Agora ficam as memórias e a saudade. Obrigada por ter confiado a mim, a nós, a Helena. Obrigada por tudo”, agradeceu Neneca.
Sua maior alegria era a filha Helena, mãe da pequena Aurora, que mal teve tempo de conhecer. Apesar do temperamento forte, Eliege era admirada pela generosidade e lealdade. “Ela viveu do jeito que quis, sem interferências”, destacou Maria de Jesus Tamiasso, ex-diretora da escola e uma das poucas pessoas que influenciavam a professora.
Eliege deixa um legado de dedicação à educação e à música, além de saudades em quem conviveu com sua autenticidade. Até seus últimos dias, mesmo aposentada, trabalhava como jardineira em uma creche, mantendo o mesmo espírito independente que a marcou.
Ela não nasceu em Presidente Kennedy, mas escolheu a cidade como sua. Nesta quinta-feira, ela parte, deixando o município de luto.
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Fonte do Conteudo: Luciana Máximo – www.espiritosantonoticias.com.br