Ministro do STF deu prazo para senador capixaba Magno Malta se explicar quanto a acusações realizadas contra ex-ministro da Previdência
Por Robson Maia
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou o senador capixaba Magno Malta, do PL (ES) se manifestar em até 15 dias sobre a queixa-crime protocolada contra ele pelo ex-ministro da Previdência e presidente do PDT, Carlos Lupi. O despacho foi publicado nesta quarta-feira (25).
Na queixa-crime, Lupi disse que Malta “proferiu graves e reiteradas acusações ofensivas à honra” do ex-ministro, durante sessão no plenário do Senado Federal.
O senador teria atribuído a Lupi acusações pelos crimes de corrupção, fraude e desvio de recursos públicos. As falas ocorreram durante uma discussão sobre a instauração de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) para investigar os desvios feitos por entidades em contas de beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Lupi ainda diz que o senador o chamou de “ladrão”, “ratos do dinheiro público” e “rato de esgoto”. Além de sugerir que “sua trupe” deveria ser presa. O ex-ministro pede que o senador seja condenado por calúnia, difamação e injúria.
Acusações de Malta
Em um discurso inflamado no Senado, Malta cobrou a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. A fala, marcada por um tom combativo, incluiu um pedido direto pela prisão do ex-ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, a quem Malta acusou de permitir “um assalto institucionalizado” aos benefícios de aposentados e pensionistas no país.
“Senhor presidente, o senhor Lupi e sua trupe precisam ser presos”, declarou o senador, em tom categórico. “Vivem nababescamente em cima da miséria de quem não tem aposentadoria nem para comprar remédio”, acrescentou.
O estopim para a revolta de Malta foi o relato da própria tia, idosa e amputada, que segundo ele tem enfrentado descontos indevidos em sua aposentadoria, sem explicações claras. “Ela me liga todo mês, desesperada. Está recebendo cada vez menos. O dinheiro que deveria garantir o mínimo de dignidade agora não dá nem para o remédio”, desabafou o senador.
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Malta relatou ainda um encontro recente com representantes da Associação de Aposentados do Espírito Santo. De acordo com o senador, os relatos de descontos inexplicáveis e dificuldades financeiras são generalizados, especialmente entre aposentados do campo, trabalhadores rurais e pessoas em situação de vulnerabilidade social.
“É um comportamento infame. Roubam de quem mal tem o que comer. Estão tirando de quem já tem pouco, de quem trabalhou a vida inteira”, afirmou Malta, visivelmente indignado.
O senador também citou figuras históricas e ditadores para ilustrar o que chama de “queda inevitável do mal”, numa metáfora que traça paralelos entre a situação atual do governo e o colapso de regimes autoritários no passado. “Veja Calígula, Nero, o Império Romano. Chega uma hora em que a máscara cai”, disse.
Apesar da contundência das críticas, Malta enfatizou que a instalação da CPMI do INSS não deve ser tratada como uma pauta de oposição, mas como uma questão de justiça social. “Não é contra o PT, não é contra o PDT, é contra ladrões. Contra gente sem sentimento. Tarados por dinheiro”, declarou.
Fonte do Conteudo: Robson Maia – esbrasil.com.br