Jovem é morto a tiros na Serra; crime teria sido motivado por ciúmes

Um jovem de 26 anos identificado como Caio da Silva Lucas, foi assassinado a tiros na noite de quinta-feira (31), por volta das 21h30, no bairro Balneário de Carapebus, na Serra. A principal motivação do crime seria ciúmes. Momentos antes do crime, a vítima foi vista em uma esquina na rua de casa na presença dos suspeitos, Gabriel de Jesus Silva, de 24 anos, e sua namorada, uma adolescente de 17 anos.

De acordo com a Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), Gabriel foi preso em flagrante na sexta-feira (1) e a namorada apreendida por meio da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra, na sexta-feira. Na noite do crime, o corpo da vítima ficou caído na rua, próxima à sua motocicleta.

Segundo o adjunto da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra, delegado Paulo Ricardo Gomes, após o crime a equipe foi acionada e seguiu para o endereço do fato. “No bairro realizamos buscas e ouvimos moradores e familiares da vítima. Inicialmente, a família acreditava que a motivação do crime poderia ser pelo tráfico de drogas, já que no passado a vítima teve envolvimento, mas as investigações apontaram outra motivação.”

Paulo Ricardo Gomes, relatou que após investigação, a equipe acredita que a motivação do crime tenha sido passional. “A motivação principal do homicídio foi ciúmes. Gabriel, o suspeito, acreditava que sua companheira estaria tendo um envolvimento amoroso com a vítima. Inclusive, segundo ele, Caio teria dito no dia do crime que assumiria a adolescnete e criaria o filho do casal”, afirmou.

O delegado contou ainda que Caio e a esposa estavam morando no bairro a cerca de cinco meses, e que se conheciam. “Eles chegaram a morar no mesmo quintal, eram casas alugadas e eles eram vizinhos. Na época, eles chegaram a frequentar festas, aniversário e churrascos juntos.”

De acordo com o delegado adjunto, para a esposa da vítima foi uma surpresa descobrir quem foram os autores do crime. “Eram pessoas próximas, que conviviam. Inclusive, depois do crime, os suspeitos chegaram a oferecer apoio à esposa da vítima, lamentando a morte de forma fria, enquanto já tinha cometido o homicídio”, completou o delegado.

Medo de moradores levantou suspeita

Ainda segundo o delegado Paulo Ricardo Gomes, inicialmente a principal linha de investigação apontava para uma possível vingança ligada ao tráfico de drogas. No entanto, durante as diligências no bairro, a equipe percebeu uma resistência incomum por parte dos moradores em colaborar com as investigações.

“Conversamos com algumas pessoas no bairro e percebemos um certo medo em falar com nossa equipe. Isso nos chamou a atenção, porque, geralmente, quando os autores são de fora, a população se sente mais à vontade para denunciar. Diante disso, pedimos que as informações fossem repassadas de forma anônima enquanto ainda estávamos na região, e foi assim que começamos a receber denúncias e vídeos que ajudaram a esclarecer o caso”, explicou o delegado.

Com base nas denúncias anônimas, vídeos feitos por populares e imagens de videomonitoramento, a polícia conseguiu identificar o casal e realizar a prisão em menos de 24 horas após o crime. Gabriel foi detido e levado para a delegacia, onde confessou o assassinato.

“Enquanto recebíamos as denúncias, a esposa da vítima estava em contato com nossa equipe e também viu a imagem dos suspeitos reconhecendo de imediato. Pedimos que ela mantivesse a calma já que o casal estava enviando mensagens de solidariedade. Se ela demonstrasse alguma reação de raiva, poderia alertar os dois e fazer com que fugissem.”

O delegado destacou que, com as imagens de videomonitoramento foi possível ver o caminho que os suspeitos fizeram. A prisão aconteceu na casa do casal. “No momento em que o crime aconteceu Gabriel e a adolescente estavam de blusa de frio, no caminho eles tiraram e descartaram para tentar disfarçar nas câmeras, mas foram reconhecidos. O casal foi preso na casa onde moravam no mesmo bairro onde o crime aconteceu”, disse.

Já na delegacia, Gabriel contou que  atirou em Caio por ciúmes. “Em depoimento ele disse que estava com ciúmes da namorada, por isso, no dia do crime conseguiu pegar uma arma e  combinou um encontro com Caio. Gabriel efetuou quatro disparos contra a vítima. Após o crime, ele e a adolescente que estava presente fugiu levando o telefone e a arma da vítima”, pontuou. 

Adolescente apresenta segunda versão 

A adolescente, no entanto, apresentou uma versão diferente à polícia. Disse que os três haviam combinado de consumir bebidas e drogas, e que, durante a noite, houve uma briga entre Caio e Gabriel sobre a divisão de entorpecentes. Ela afirmou que Gabriel foi agredido e, durante a luta, a arma de Caio caiu no chão, momento que o suspeito pegou e efetuou os disparos.

Apesar do relato da adolesxente, o delegado Paulo Ricardo reforçou que não acredita na versão da menina. “Ele disse que agiu por ciúmes. Dois dias antes do crime, a vítima teria enviado uma mensagem por engano para a adolescente, o que acirrou ainda mais o conflito. Acreditamos que ela tenha dito isso para ajudar o namorado”, explicou.

Após a prisão, Gabriel foi encaminhado ao sistema prisional e a adolescente apreendida. 

Fonte do Conteudo: Esthefany Mesquita – eshoje.com.br

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