Despedida de Arlindo Cruz começou no sábado, atravessou a madrugada e terminou com enterro neste domingo

O último adeus a Arlindo Cruz foi como ele viveu — com música, emoção e muito samba. O corpo do mestre foi sepultado no início da tarde deste domingo (10/08), no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, numa cerimônia reservada à família e poucos amigos.

A despedida começou no sábado à noite e atravessou a madrugada na quadra do Império Serrano, em Madureira. Centenas de pessoas foram se despedir, cantando junto os clássicos que marcaram gerações. No cavaquinho, Arlindinho comandou o coro em sucessos eternos do pai, como O Show Tem Que Continuar. Ele contou que tudo aconteceu como o sambista teria pedido, com alegria, gente querida por perto e celebração da vida.

O velório seguiu o gurufim, tradição das religiões de matriz africana que mistura música, dança e rituais em clima de celebração. A família pediu que todos fossem de roupas claras, como símbolo de luz e boas energias. Arlindo morreu aos 66 anos, na sexta-feira (08/08), vítima de falência múltipla dos órgãos. Desde o AVC hemorrágico sofrido em 2017, o artista enfrentava complicações de saúde, mas nunca deixou de inspirar com sua obra e seu jeito de transformar até os momentos mais difíceis em poesia.

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Fonte do Conteudo: Victor Serra – diariodorio.com

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