Restrição alimentar causa tristeza ou depressão? Entenda relação

Seguir uma dieta pode ser um passo importante para melhorar a saúde ou perder peso. No entanto, quando o plano alimentar é extremamente restritivo — cortando grupos inteiros de alimentos ou reduzindo drasticamente as calorias —, os impactos vão muito além da balança.

A falta de nutrientes essenciais, como carboidratos complexos, vitaminas do complexo B e minerais como magnésio, pode interferir na produção de neurotransmissores, como serotonina e dopamina, responsáveis por regular o bem-estar e a motivação. O resultado pode ser uma sensação de tristeza.

Leia também
  • Vida & Estilo

    Nutricionista entrega 6 motivos para fugir de dietas restritivas
  • Saúde

    Saúde, humor e peso são os principais motivadores a dietas restritivas
  • Saúde

    Expor tristeza nas redes sociais ajuda ou atrapalha a saúde mental?
  • Saúde

    Entenda por que não é indicado cortar carboidratos e gorduras da dieta

De acordo com a nutricionista Luanna Karen Moreira, do Hospital Santa Lúcia, a exclusão de grupos alimentares e a ingestão calórica muito baixa comprometem o funcionamento do organismo e enfraquecem o sistema imunológico. Ela lembra que esse tipo de dieta também pode levar à perda de massa muscular, fadiga e alterações hormonais que influenciam diretamente no humor.

O psicólogo Douglas Kawaguchi, do Hospital Sírio-Libanês, reforça que “dietas muito restritivas representam uma forma de violência contra o corpo”. Segundo ele, a privação de nutrientes é percebida pelo organismo como uma ameaça, ativando mecanismos semelhantes aos do estresse crônico, que prejudicam o equilíbrio emocional.

Riscos de uma dieta de restrição alimentar

  • Deficiências nutricionais e comprometimento do sistema imunológico.
  • Perda de massa muscular e metabolismo mais lento.
  • Efeito sanfona, com impacto negativo na autoestima.
  • Problemas digestivos, como constipação e inchaço.
  • Fadiga e baixa energia, afetando produtividade e concentração.
  • Alterações hormonais, incluindo desregulação da tireoide e aumento do cortisol.
  • Riscos psicológicos, como ansiedade alimentar e transtornos alimentares.

As mudanças não são apenas físicas. A pressão de manter o controle absoluto sobre a alimentação pode gerar ansiedade, frustração e sensação de fracasso diante de “escorregadas” na dieta.

Kawaguchi explica que o chamado efeito sanfona mina a percepção de autoeficácia, ou seja, a crença na própria capacidade de manter um objetivo, o que aumenta o risco de tristeza, desânimo e baixa autoestima.

Para reduzir riscos, Luanna destaca que um plano alimentar saudável deve ser equilibrado, incluir todos os grupos de nutrientes e permitir prazer ao comer. Já Kawaguchi ressalta que a perda de peso deve considerar o bem-estar psíquico, “permitindo saciedade e vida social, ainda que os resultados não sejam imediatos”.

Dietas de restrição alimentar podem prejudicar o metabolismo

Especialistas concordam que o acompanhamento multidisciplinar — com nutricionista e psicólogo — é fundamental para que o emagrecimento seja sustentável e preserve a saúde física e mental. Além de orientar as escolhas alimentares, a equipe ajuda a lidar com gatilhos emocionais, prevenindo recaídas e fortalecendo a relação com a comida.

Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto!

Fonte do Conteudo: Isabella França – www.metropoles.com

VEJA MAIS

Leilão da ANP arrecada R$ 3 bilhões com a venda de 49 blocos

O 6º ciclo da Oferta Permanente de Concessão, realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás…

Flávio diz que vai mexer na Constituição para mudar reforma tributária

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (7/10) que uma das mudanças…

Rio vacina pessoas até 24 anos com a Meningocócica ACWY – Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro

Imunizante está disponível até 31 de outubro. Trabalhador de saúde também pode se vacinar –…