Batismo criança no Leblon foi de acordo com o Rito Católico, como afirma a ArqRio

Pia Batismal / Imagem meramente-ilustrativa (.Wikimedia Coomons)

Uma cerimônia de batismo realizada em uma Igreja Católica do Leblon, na Zona Sul carioca, foi motivo de polêmica nesta semana. A família de uma criança acusa o sacerdote ministrante do sacramento de evitar o dizer nome da menina: Yaminah. De acordo com os familiares do bebê, o padre teria dito que o nome da criança “não era cristão”, além de sugerir que fosse usado “Maria” no lugar.

Um trecho de um vídeo feito durante a cerimônia mostra o momento em que o celebrante se refere à menina como “criança”, sem pronunciar o nome Yaminah. Nas imagens é possível ver o religioso sendo questionado pelos familiares da menina para falar o nome do bebê em momentos nos quais eles achavam que deveria ser feito.

Mas o perfil O Catequista , do diácono e jornalista credenciado pela Santa Sé, Alexandre Varela, mostra, a partir do livro da Igreja Católica que o sacerdote oficiante deve ler para ministrar o sacramento, a cerimônia só conta com a menção ao nome do bebê em duas ocasiões: no momento do acolhimento da criança na Igreja, e depois no próprio batismo.

Em vídeo explicativo, o diácono comentou que a cerimônia começa com o celebrante “perguntando aos pais o nome da criança. E aí os pais dizem o nome da criança”. Padre em seguida, pergunta:  “Queridos pais, o que pedem a igreja de Deus para sua filha, seu filho”?. Alexandre explica; “Pelo batismo, esta criança vai fazer parte da igreja” e não receber um nome dado pela insitituição. O sacramento torno o batizado membro de uma “comunidade de fé” e “de amor”.

Em um áudio, mãe da criança reclama que o sacerdote não pronunciou o nome de Yaminah ao jogar água e sua cabeça. Algo que não consta no rito da Igreja, como explica Alexandre: “Eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, sem mencionar o bebê, essa é a fórmula, conforme leu Alexandre no vídeo explicativo.  A igreja, segundo o diácono, entrega para a criança pelo sacramento, a “pertença ao Espírito Santo”.

Alexandre Varela reclama ainda que o vídeo foi divulgado com um corte específico, iniciado com o sacerdote dizendo apenas “Te batizo”, sem o contexto. O que fazer Varela perguntar: “Será que ele não falou o nome dela antes? Cadê o resto do vídeo? Começou no te batizo?. Estranho, não é?”.

Alexandre pontua que o sacerdote é interrompido por uma familiar da criança na “Rito da Luz”, quando o padre lê: “Querida criança fostes iluminada por Cristo para te tornares luz do mundo”. Segundo Varela, não está no livro que o sacerdote deva falar o nome da criança, como foi exigido por parte de uma familiar:

 “E aí a pessoa interrompeu o rito para exigir que ele fizesse uma coisa que não está no rito, que é falar o nome da criança. Quando ela diz você ainda não falou o nome da criança. Ele [padre]diz, ‘falei no batismo falei lá na frente’”, comenta o diácono, que observa que  a matéria veiculada pelo RJTV (TV Globo) “é bem tendenciosa contra a igreja”. O jornal cita, no final, a nota da Arquidiocese de São Sebastiao do Rio Janeiro (ArqRio), afirmando que rito batismal foi devidamente seguido. Segundo Alexandre Varela, as evidências mostram que o rito foi seguido.

A família foi à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância para registrar crime  de preconceito por raça, cor ou religião.

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Fonte do Conteudo: Patricia Lima – diariodorio.com

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