A Polícia Civil (PCES) concluiu as investigações sobre a quadrupla tentativa de homicídio registrada no dia 5 de março deste ano no bairro Vila Garrido, em Vila Velha. O ataque, segundo a polícia, está diretamente ligado a disputas territoriais do tráfico de drogas e teria sido ordenado por Thiago Reis dos Santos, o “Thiago Jão”, apontado como um dos líderes do Terceiro Comando Puro (TCP) na região.
Na ação, quatro jovens — de 15, 17, 19 e 24 anos — foram baleados. O autor dos disparos foi um adolescente de apenas 17 anos, apreendido no dia 10 de agosto, em Santa Rita, também em Vila Velha. Ele teria atirado a esmo no meio da rua contra as vítimas e, logo após os disparos, gritado “tropa do Thiago Jão”, confirmando a ligação do ataque com o criminoso.
“Uma vida inteira voltada para o crime”
De acordo com o delegado adjunto da DHPP de Vila Velha, delegado Cleudes Junior, responsável pelo caso, Thiago Jão tem papel estratégico no tráfico local e é um velho conhecido da polícia.
“Ele possui contato no Paraguai e uma rota de fornecimento de armamentos. Estava auxiliando os traficantes da região com armas e recrutando menores para atuar tanto na defesa do território quanto na realização de ataques”, explicou.
Thiago é sobrinho de Fernando Cabeção, traficante apontado como um dos responsáveis pela morte do juiz Alexandre Martins, em 2003, e de Berreu, criminoso com forte atuação na região de Guaranhuns de Vila Velha.
“Ele [Thiago] já possui uma vida inteira voltada par ao crime, tráfico de drogas, porte ilegal de armas, já respondeu por homicídios e tantos outros”, completou Cleudes.
Preso em carro blindado com dispositivo que imita viatura
De acordo com o delegado, a Justiça havia decretado a prisão temporária de Thiago Jão, posteriormente prorrogada durante as investigações. Ao fim do prazo, porém, a prisão venceu no dia 14 de agosto, e ele acabou sendo solto.
Porém, no dia seguinte, 15 de agosto, a Polícia Militar conseguiu recapturá-lo após uma ação de inteligência conjunta. Thiago foi encontrado em um carro blindado, com um sistema que imitava sirene policial, na orla da Praia de Itaparica, em Vila Velha. Ele foi abordado quando saía para comprar peixe.
Para a polícia, a prisão de Thiago Jão foi considerada de extrema importância. Investigadores apontam que, caso estivesse em liberdade, ele poderia articular novos ataques.
Além da ligação direta com as quatro tentativas de homicídio em Vila Garrido, ele foi indiciado por corrupção de menores. O adolescente de 17 anos envolvido no caso também segue apreendido.
Fonte do Conteudo: Redação Multimídia ESHOJE – eshoje.com.br