
Depois de tantas tentativas frustradas de dar utilidade ao antigo prédio do Automóvel Clube, na Rua do Passeio, o município agora trabalha com a ideia de instalar ali o futuro Museu das Energias, projeto defendido pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP). O edifício, tombado como patrimônio estadual desde 1965, está fechado desde 2004 e segue em obras de restauro há pelo menos dois anos. O serviço já acumula atrasos e pouca evolução visível.
A lista de usos cogitados para o espaço é longa. Já se falou em transformar o imóvel em um hub de economia verde e finanças, depois veio a hipótese de hotel, e até a sede da Bolsa de Valores do Rio foi ventilada, hoje funcionando provisoriamente em um prédio no Flamengo. Agora, com a proposta do museu, a prefeitura tenta mais uma vez encontrar um destino à altura da importância histórica do local.
Antes de ser Automóvel Clube do Brasil, em 1924, já tinha abrigado o Cassino Fluminense e o Clube dos Diários. Também foi palco de episódios que marcaram a política nacional, como o último comício de João Goulart, em 1964, pouco antes do golpe militar. O espaço acabou fechado e, nos anos 2000, chegou a ser ocupado por um bingo, desativado após o leilão em que a prefeitura arrematou o imóvel.
Obras emperradas
O contrato de restauração foi assinado em dezembro de 2022 entre a Prefeitura do Rio e a empresa Tensor Empreendimentos Ltda. O prazo original era de 540 dias, mas aditivos sucessivos empurraram o cronograma. O mais recente alongou em 300 dias o tempo de execução e incluiu dez novas etapas no escopo. Apesar disso, quem passa pela Rua do Passeio ainda vê pouca mudança na fachada.
Fonte do Conteudo: Victor Serra – diariodorio.com