Referência de independência editorial, ele estava internado em Niterói e faleceu neste domingo, vítima de falência múltipla de órgãos, pouco mais de um mês após a morte de sua esposa.
O jornalismo fluminense perdeu neste domingo (19) um de seus maiores e mais respeitados nomes. Morreu, aos 87 anos, o jornalista Jourdan Amóra, histórico diretor do jornal A Tribuna. Ele estava internado há aproximadamente duas semanas no Complexo Hospitalar de Niterói (CHN) e a causa da morte foi falência múltipla dos órgãos.
Com uma trajetória que se confunde com a própria história da imprensa de Niterói e do Rio de Janeiro, Jourdan Amóra era uma figura emblemática, conhecido por sua firme defesa da independência jornalística e por sua coragem. Sob sua direção, o jornal A Tribuna não apenas informou, mas também formou gerações de novos jornalistas, tornando-se uma verdadeira escola de reportagem.
Sua gestão foi marcada pela resistência, especialmente durante o período da ditadura militar, quando o jornal sofreu perseguições, mas nunca abriu mão de seu compromisso com a verdade. Ele transformou o veículo em um pilar de credibilidade e um símbolo da imprensa livre.
A morte de Jourdan ocorre em um período de grande tristeza para a família. Há pouco mais de um mês, ele havia perdido sua esposa e companheira de uma vida inteira, Eva de Lourdes Santana Amóra. O jornalista deixa os filhos Gustavo e Luis Jourdan.
Autoridades e colegas de profissão lamentaram a perda. O prefeito de Niterói destacou que Jourdan “era a própria notícia” e que fez do seu jornal “um símbolo de independência e credibilidade”.
Ainda não há informações detalhadas sobre o velório e o sepultamento.
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Fonte do Conteudo: Luciana Máximo – www.espiritosantonoticias.com.br