Semana agitadíssima no Espírito Santo. Questões nacionais podendo interferir no que vai acontecer nos rumos das eleições locais e ainda a nova pesquisa de intenções de votos, conduzida pelo Instituto Perfil e publicada por ES Hoje.
Acompanhe os principais fatos e análises da semana!
MDB I
O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), cumpriu uma intensa agenda no Espírito Santo, com entregas, visitas a obras e promessas de novos investimentos estruturantes do governo federal. Durante as agendas, Renan esteve acompanhado pelo governador Renato Casagrande (PSB) e pelo vice-governador Ricardo Ferraço (MDB), que destacaram a expectativa de novas ações na BR-262 no próximo ano.
MDB II
Não é preciso lembrar que Renan integra o governo Lula (PT). Casagrande, de perfil centro-esquerdista, mantém boa relação e afinidade política com o PT. Já Ricardo Ferraço, por outro lado, adota postura mais distante, evitando participar de compromissos com ministros identificados com o petismo. Esse contraste evidencia uma questão delicada nos bastidores: a tensão entre o projeto nacional e as particularidades regionais do MDB.
MDB III
O partido busca recuperar protagonismo nacional, ampliar sua bancada no Congresso, conquistar governos estaduais e reafirmar-se como uma força de centro. Ricardo é peça importante nesse plano. Entretanto, dentro da legenda, há divergências sobre a direção a seguir: continuar alinhado ao PT ou retomar um caminho de independência política. Parte da cúpula nacional defende a manutenção da aliança com Lula, cogitando até indicar o vice em uma eventual chapa de reeleição. Porém, se essa aproximação se confirmar, o reflexo nos estados será inevitável.
MDB IV
No caso do Espírito Santo, Ferraço, de perfil mais ao centro-direita, poderá enfrentar desconfortos. Mesmo sem declarar apoio ao governo federal, um eventual alinhamento nacional do MDB ao PT poderia gerar constrangimentos e desgastes políticos locais. Nos bastidores capixabas, comenta-se que essa indefinição em Brasília influencia a formação de alianças regionais. Um exemplo é a federação União Progressista, que já sinalizou caminho independente da base lulista, abrindo espaço para possíveis reconfigurações no cenário estadual.
MDB V
Não há qualquer indício de que Ricardo pretenda deixar o MDB, pelo contrário, ele preside a sigla no Estado e acompanha de perto a formação das chapas proporcionais. Contudo, as decisões vindas da capital federal certamente pesarão em sua estratégia para não ser associado ao governo Lula. Cenas dos próximos capítulos.
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Pesquisa I
A nova pesquisa do Instituto Perfil, publicada por ES Hoje nesta sexta-feira (24), revela, a menos de um ano das eleições, um cenário de consolidação de tendências, algumas vantagens, preocupações e até sinais positivos para o PT, especialmente em um Estado que, nos últimos tempos, tem se destacado por um eleitorado de perfil mais conservador.
Pesquisa II
O prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), lidera nos dois cenários testados pelo Instituto Perfil. No segundo, que considera apenas o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) e o deputado federal Helder Salomão (PT), o republicano alcança 47,16% das intenções de voto. Como o levantamento abrangeu 40 municípios, fica evidente que Pazolini tem conseguido ampliar sua presença política pelo interior, algo que antes era motivo de preocupação para seu grupo. Soma-se a isso o fato de o governador Renato Casagrande (PSB) contar com forte apoio de prefeitos e com o peso da máquina estadual, fator decisivo em qualquer disputa.
Pesquisa III
Os números também indicam que, no cenário atual, Pazolini venceria um eventual segundo turno contra Ricardo Ferraço, contra o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (sem partido), e até mesmo contra o ex-governador Paulo Hartung (PSD). Para o grupo de Casagrande, o dado é motivo de apreensão, já que a vantagem do republicano sobre os demais é considerável. É possível que o trabalho de expansão de Pazolini no interior esteja surtindo efeito. Ainda há muito tempo até o pleito, mas o grupo governista terá de trabalhar para reduzir essa diferença.
Pesquisa IV
Entre os aliados de Casagrande, a pesquisa reforça a necessidade de um entendimento interno para definir, de forma clara, quem será o candidato apoiado pelo Palácio Anchieta. De um lado, Pazolini aparece consolidado junto à opinião pública. Do outro, dentro do núcleo governista, ainda há indefinições que podem gerar fragilidades. O consenso é indispensável: alguém terá de ceder, sob pena de ver o adversário ampliar a vantagem.
Pesquisa V
Além dos levantamentos públicos, o governo realiza pesquisas internas de consumo restrito. Esses dados são fundamentais para definir quem disputará o pleito com o apoio oficial de Casagrande.
Pesquisa VI
A boa notícia para a ala governista é que Casagrande está politicamente consolidado. Sua candidatura ao Senado parece praticamente garantida, só um fato extraordinário poderia mudar esse cenário. Os bons índices de aprovação de sua gestão também podem ser determinantes na transferência de votos ao nome escolhido por ele.
Pesquisa VII
Ainda assim, a pesquisa mostra a importância de uma escolha cuidadosa. Segundo o levantamento, 48% dos entrevistados afirmaram que só votariam em um candidato indicado pelo governador dependendo de quem for o nome apresentado. Ou seja, o apoio de Casagrande é forte, mas não automático.
Pesquisa VIII
O levantamento traz também boas notícias ao PT. Embora Helder Salomão ainda enfrente dificuldades na disputa pelo governo, os números são mais animadores para o presidente Lula e para o próprio senador petista, que busca a reeleição. Se Casagrande desponta como favorito para a primeira vaga ao Senado, a segunda permanece em aberto.
Pesquisa IX
Como é improvável que Pazolini concorra ao Senado, a disputa pela segunda cadeira deve ser mais equilibrada, envolvendo nomes como Fabiano Contarato e Sérgio Meneguelli. Nesse contexto, o campo progressista mantém potencial competitivo relevante. Lula também aparece à frente de candidatos conservadores no Estado — um dado expressivo em um cenário historicamente mais inclinado à direita.
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E ainda teve I
O presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos (União Brasil), teve, no último fim de semana, momentos agitados. Ao lado de Ricardo Ferraço, se encontrou com o ex-deputado federal Manato (PL). E ainda reforçou apoio a Ricardo em festa promovida pelo presidente do Progressistas estadual, deputado federal Da Vitória.
E ainda teve II
Vidigalismo segue fortíssimo, especialmente na Serra. Há uma ofensiva silenciosa acontecendo. Prioridade é eleger Serginho Vidigal, filho do ex-prefeito da Serra Sergio Vidigal (PDT). Quanto a Vidigal, ele observa o tabuleiro com atenção.
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Foto da semana
A vereadora da Capital Karla Coser (PT) celebrou os três meses da filha Maria Vitória no clima da série “Wandinha”, que está no universo da “Família Addams”. Parentes e amigos da parlamentar entraram no clima.
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Desejamos um ótimo fim de semana!
Fonte do Conteudo: Poder ESHoje – eshoje.com.br