Edifício Standard, ex-sede da ESSO e do Ibmec, entra na mira do Reviver Centro para virar residencial

O Edifício Standard, marco art déco na Av. Presidente Wilson, a poucos passos da Cinelândia, voltou ao radar do mercado imobiliário. Desocupado em 2025, após a saída do Ibmec, que transferiu suas atividades para Botafogo, o prédio entrou recentemente na lista de pedidos em análise do programa municipal Reviver Centro, que incentiva a conversão de torres comerciais em moradia no chamado filé do Centro.

Assinado pelo arquiteto inglês Robert Prentice, o mesmo por trás da Central do Brasil e do Edifício Itaoca, em Copacabana, o Standard foi projetado na década de 1930 para sediar a Standard Oil Co., braço da gigante petrolífera que moldou boa parte do século 20. A torre foi a primeira da cidade a contar com ar-condicionado central, um luxo técnico para a época, e carrega nas fachadas o espírito aerodinâmico que fascinava a modernidade, com volumes assimétricos e materiais que evocam o design dos grandes transatlânticos.

A fachada é tombada pelo Inepac (Instituto Estadual do Patrimônio Cultural), proteção que garante a preservação do conjunto externo em art déco, enquanto o interior tem sido historicamente adaptado aos usos do tempo. Depois que a Esso deixou o edifício, o prédio passou por um retrofit para restaurar a fachada e atualizar a parte interna antes de receber o Ibmec, uma das maiores instituições de ensino superior do país.

Agora, com salas vazias e um mercado faminto por moradia no Centro, o Standard aparece como peça valiosa no xadrez do Reviver. O programa da prefeitura oferece incentivos fiscais robustos. Há isenção do ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis) na primeira venda das unidades, IPTU zerado durante a obra e, após o habite-se, desconto de 50% no imposto pelos três anos seguintes.

Desde 2021, quando o Reviver Centro foi lançado, até 5 de janeiro, o painel oficial registra 66 licenças emitidas — 11 para novas construções e 55 para conversões, somando 7.414 unidades residenciais e 80 comerciais autorizadas. Outros 25 pedidos ainda estão em análise, sendo 23 para transformar torres comerciais em 1.153 apartamentos e 27 lojas.

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Fonte do Conteudo: Victor Serra – diariodorio.com

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