Pressão alta pode estar ligada à respiração, sugere estudo com ratos

Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Auckland, da Austrália, identificou uma ligação inesperada entre a atividade cerebral e pressão alta a partir de um estudo com camundongos. Segundo a pesquisa, o quadro tem conexão com a respiração.

Os cientistas analisaram uma região específica do tronco encefálico associada ao controle automático da respiração. Os resultados indicaram uma participação direta desse núcleo no aumento da pressão arterial. A descoberta sugere uma relação entre os padrões respiratórios e a regulação vascular.

O trabalho publicado na revista Circulation Research em dezembro se concentrou na região parafacial lateral, que concentra o comando de funções involuntárias do corpo. As evidências indicam uma conexão dos nervos dessa região entre os responsáveis pela contração de vasos sanguíneos e os comandos da respiração.

“A região parafacial lateral faz com que expiremos durante o riso, o exercício ou a tosse, não na expiração do dia a dia. Mas nossa descoberta indica que essa área também se conecta a nervos que contraem os vasos sanguíneos, um mecanismo que aumenta a pressão arterial”, afirma o cardiologista Julian Paton, pesquisador principal do estudo, em comunicado à imprensa.

A pressão alta, também conhecida como hipertensão, é uma doença que ataca o coração, os vasos sanguíneos, os olhos, o cérebro e pode afetar drasticamente os rins. É causada quando a pressão fica frequentemente acima de 140 por 90 mmHg
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A pressão alta, também conhecida como hipertensão, é uma doença que ataca o coração, os vasos sanguíneos, os olhos, o cérebro e pode afetar drasticamente os rins. É causada quando a pressão fica frequentemente acima de 140 por 90 mmHg

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Fora a questão genética, fatores como consumo de álcool, cigarro, sal em grande quantidade, obesidade, colesterol alto, diabetes, idade avançada, estresse e sedentarismo também podem influenciar nos níveis de pressão arterial
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Fora a questão genética, fatores como consumo de álcool, cigarro, sal em grande quantidade, obesidade, colesterol alto, diabetes, idade avançada, estresse e sedentarismo também podem influenciar nos níveis de pressão arterial

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Tontura, visão embaçada, dor de cabeça ou dor no pescoço são os principais sintomas relacionados à doença. Geralmente, esses incômodos aparecem quando a pressão aumenta rapidamente
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Tontura, visão embaçada, dor de cabeça ou dor no pescoço são os principais sintomas relacionados à doença. Geralmente, esses incômodos aparecem quando a pressão aumenta rapidamente

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Outros sintomas comuns em quem tem pressão alta são: zumbido no ouvido, visão dupla ou embaçada, dor na nuca e na cabeça, sonolência, palpitações, enjoo e pequenos pontos de sangue nos olhos
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Outros sintomas comuns em quem tem pressão alta são: zumbido no ouvido, visão dupla ou embaçada, dor na nuca e na cabeça, sonolência, palpitações, enjoo e pequenos pontos de sangue nos olhos

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A pressão alta é responsável por problemas graves de saúde como AVC, insuficiência cardíaca e perda da visão. Ao desconfiar que se tem a doença, o indicado é aferir a pressão sanguínea com um aparelho próprio, em casa ou na farmácia
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A pressão alta é responsável por problemas graves de saúde como AVC, insuficiência cardíaca e perda da visão. Ao desconfiar que se tem a doença, o indicado é aferir a pressão sanguínea com um aparelho próprio, em casa ou na farmácia

Peter M. Fisher/ Getty Images

Apesar da gravidade, a pressão alta pode ser controlada. Hábitos saudáveis como a prática de exercícios físicos, alimentação saudável, evitar situações que possam causar estresse, diminuir o consumo de bebidas alcoólicas, manter o peso e o colesterol sob controle e evitar drogas que aumentem a pressão arterial (como cafeína, antidepressivos e corticoides) podem ajudar no controle da pressão
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Apesar da gravidade, a pressão alta pode ser controlada. Hábitos saudáveis como a prática de exercícios físicos, alimentação saudável, evitar situações que possam causar estresse, diminuir o consumo de bebidas alcoólicas, manter o peso e o colesterol sob controle e evitar drogas que aumentem a pressão arterial (como cafeína, antidepressivos e corticoides) podem ajudar no controle da pressão

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Ao apresentar quaisquer sintomas, um cardiologista deve ser procurado. Por ser uma doença que não tem cura e que pode causar problemas cardiovasculares, o diagnóstico precoce diminui consideravelmente quadro mais graves e irreversíveis
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Ao apresentar quaisquer sintomas, um cardiologista deve ser procurado. Por ser uma doença que não tem cura e que pode causar problemas cardiovasculares, o diagnóstico precoce diminui consideravelmente quadro mais graves e irreversíveis

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Somente um especialista é capaz de diagnosticar casos de hipertensão e indicar o tratamento necessário para diminuir sintomas e consequências da doença. Geralmente, a utilização de remédios e repouso são indicados
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Somente um especialista é capaz de diagnosticar casos de hipertensão e indicar o tratamento necessário para diminuir sintomas e consequências da doença. Geralmente, a utilização de remédios e repouso são indicados

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Contudo, caso a pressão se mantenha superior ao indicado, ou seja, 140/90 mmHg após uma hora, o paciente deve procurar imediatamente um hospital para tomar anti-hipertensivos intravenosos
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Contudo, caso a pressão se mantenha superior ao indicado, ou seja, 140/90 mmHg após uma hora, o paciente deve procurar imediatamente um hospital para tomar anti-hipertensivos intravenosos

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A relação entre a respiração e a pressão alta

A associação entre respiração ativa e pressão arterial observada nos camundongos surgiu como ponto central do estudo. “Descobrimos que, em condições de pressão arterial elevada, a região parafacial lateral é ativada e, quando nossa equipe desativou essa região, a pressão arterial voltou aos níveis normais”, afirma Paton.

Como se trata de uma região muito profunda do cérebro, com poucas mudanças entre as espécies de mamíferos, há indícios de que a mesma conexão possa ocorrer também em humanos, mas transformar isso em um tratamento médico de fato ainda é um desafio.

“Atacar o cérebro com medicamentos é complicado porque eles agem em todo o cérebro e não em uma região específica, como o núcleo parafacial, por isso nossos estímulos se deram externos ao cérebro, em reações em cadeia de estímulos químicos para levar especificamente à ativação dessa zona cerebral”, diz Paton.

Os pesquisadores apontam um possível benefício da pesquisa, caso os resultados se comprovem e se encontre uma alternativa terapêutica eficaz, para pessoas com apneia do sono e pressão alta. Em outros estudos, os pacientes com essa condição apresentam ativação da região pesquisada do cérebro durante pausas respiratórias noturnas.

Fonte do Conteudo: Metrópoles – www.metropoles.com

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