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José Dirceu, fundador do PT, manifesta grande preocupação com o retorno da corrupção como tema central nas eleições. Pesquisas mostram a questão em ascensão, impulsionada por escândalos como Banco Master e INSS, o que pode fortalecer o voto antissistema e desafiar o governo Lula.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, fundador do PT e pré-candidato a deputado federal do partido por São Paulo, tem externado a políticos próximos sua preocupação com a preponderância que o tema da corrupção está assumindo entre as prioridades dos eleitores às vésperas do início de uma campanha que promete ser tão ou mais renhida que a disputa presidencial de 2022.
Como mostrou VEJA, embalado pelas investigações do Banco Master e das fraudes no INSS, o tema voltou com força à arena eleitoral. Pesquisa Genial/Quaest divulgada em março mostra que a questão é a mais preocupante para 20% dos eleitores (eram 13% em maio de 2025), ficando atrás só da violência e à frente de problemas sociais, economia, educação e saúde.
O desassossego de Dirceu, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2013 a 7 anos e 11 meses de prisão por corrupção ativa no “mensalão” por ter sido o mentor do esquema de compra de votos de parlamentares, se sustenta por um cálculo simples: a revolta do eleitorado contra a percepção de proliferação acelerada da “roubalheira” na política estimula o voto antissistema. E nada é mais visto como representação do “sistema” que o governo federal.
O roubo dos aposentados e pensionistas do INSS e a megafraude financeira do Banco Master, estimada em mais de 50 bilhões de reais, escândalos que vieram à tona nos últimos doze meses, contribuem muito para a avaliação que os eleitores fazem sobre a responsabilidade da administração do presidente Lula no combate à corrupção.
Quase metade (47,3%) dos entrevistados em levantamento do Paraná Pesquisas divulgado na última quarta-feira, 1º, responderam que a corrupção aumentou no atual governo, contra 35,7% que dizem que permaneceu igual e 12,6% que avaliam que diminuiu.
Tudo indica que esse será um dos principais temas explorados em peças publicitárias da campanha do senador Flávio Bolsonaro, presidenciável do PL, para fustigar ainda mais a imagem do petista, candidato à reeleição.
Fonte do Conteudo: Nicholas Shores – veja.abril.com.br