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Kimberly Guilfoyle, embaixadora dos EUA na Grécia, renunciou após um escândalo de corrupção. Ela é acusada de pedir a um doador republicano US$ 100 mil para quitar uma dívida pessoal antes de sua confirmação. A Casa Branca solicitou a renúncia em meio a uma forte repercussão na imprensa americana, com Guilfoyle negando veementemente as acusações.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Kimberly Guilfoyle renunciou ao cargo de embaixadora dos Estados Unidos na Grécia nesta terça-feira, 13, a pedido da Casa Branca. A diplomata protagoniza um escândalo desde que vieram à tona, na imprensa americana, acusações de corrupção envolvendo um depósito de US$ 100 mil (meio milhão de reais) de um doador republicano para quitar uma dívida pessoal.
“Embora meu tempo como embaixadora possa estar chegando ao fim, meu compromisso com o presidente Trump, com o movimento ‘America First’ e com o país que amo jamais terminará”, disse Guilfoyle em uma publicação no X (ex-Twitter).
Ela também negou categoricamente as “acusações recentes” contra sua pessoa: “Essas alegações são falsas, e pretendo defender vigorosamente meu nome, minha reputação e minha integridade”, completou.
Mais cedo, a nova porta-voz da Casa Branca, Katie Zacharia, já havia afirmado que Donald Trump tinha pedido sua renúncia.
Entenda o escândalo
Na semana passada, o jornal americano The Wall Street Journal revelou que, pouco antes de ser confirmada no cargo, Guilfoyle pediu que um rico doador de Trump transferisse dinheiro para que ela quitasse uma dívida de US$$ 100 mil no cartão.
“Se você transferir o dinheiro para a American Express, isso não vai aparecer em lugar nenhum”, escreveu ela em 3 de julho de 2025, no aplicativo de mensagens Signal.
De acordo com o WSJ, que teve acesso a capturas de tela do Signal, Guilfoyle trocou mensagens durante meses com Eric Deters, advogado e ex-candidato ao Congresso pelo estado de Kentucky. Deters, por sua vez, tentou convencer o governo Trump a intervir para resolver seus problemas fiscais.
Desde 2020, o rico doador republicano arrecadou centenas de milhares de dólares para a família Trump e para apoiar a candidatura presidencial de 2024.
Mas o pedido feito por Guilfoyle em julho de 2025 parece ter tido um caráter mais pessoal: o objetivo era quitar a dívida de seu cartão de crédito.“Querido, preciso que você faça isso ainda hoje”, escreveu ela.
Deters não efetuou o pagamento, alegando que a transferência colocaria seu casamento em risco, acrescenta o Wall Street Journal.
Conflito de interesses
Nos últimos dias, a imprensa americana repercutiu outros possíveis conflitos de interesse envolvendo Guilfoyle. A ex-promotora e apresentadora da Fox News é divorciada do governador da Califórnia, o democrata Gavin Newsom, e também ex-noiva de Donald Trump Jr., o filho mais velho do presidente dos Estados Unidos.
O escândalo veio à tona em meio a uma campanha eleitoral acirrada para as midterms, que colocam em jogo o controle do Congresso americano em novembro, e com a popularidade de Trump em níveis muito baixos, segundo as pesquisas, o que vem preocupando o Partido Republicano.
Fonte do Conteudo: Amanda Péchy – veja.abril.com.br