A ofensiva da Polícia Civil de Mato Grosso (PCMT) contra o braço financeiro do Comando Vermelho atingiu, nesta quinta-feira (30/7), uma advogada e dois conhecidos jogadores de futebol amador suspeitos de integrar o esquema de lavagem de dinheiro da facção criminosa em Mato Grosso.
A Operação Replay resultou no bloqueio de um patrimônio estimado em R$ 32,5 milhões entre bens e ativos financeiros, além da prisão dos investigados apontados como operadores do núcleo responsável por ocultar recursos provenientes do tráfico de drogas.
Foram presos a advogada Dayana Karol Moreira e os atletas Alex Júnior, conhecido como “Soldado”, e Brunno Passos, o “Brunninho”. De acordo com a Polícia Civil, os três são investigados por participação na lavagem de dinheiro da organização criminosa e por prestarem suporte às atividades do Comando Vermelho. As investigações apontam que o grupo atuava em favor da estrutura comandada pelo faccionado Paulo Witter Farias, conhecido pelo apelido de “WT”.
Operação Replay
A Operação Replay representa mais uma etapa de uma apuração iniciada em fases anteriores, batizadas de Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. Segundo os investigadores, a análise de dados telemáticos revelou que, mesmo após as ações policiais anteriores, a organização manteve suas atividades por meio de uma sofisticada divisão de tarefas, com operadores financeiros, utilização de contas bancárias de terceiros e aquisição de imóveis, veículos e outros bens registrados em nome de pessoas sem capacidade econômica compatível.
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do Metrópoles
Além dos mandados de prisão, a Justiça autorizou buscas e apreensões, quebra de sigilo de dispositivos eletrônicos, bloqueio de ativos financeiros e o sequestro de imóveis e veículos vinculados aos investigados.
Bloqueio milionário
Os bens alcançados pelas medidas judiciais foram avaliados em aproximadamente R$ 17,2 milhões e incluem imóveis de alto padrão localizados em Mato Grosso e Santa Catarina, além de terrenos e automóveis.
Também foi determinado o bloqueio de até R$ 15,3 milhões em ativos financeiros supostamente ligados à movimentação do grupo criminoso. Somados, os valores das medidas patrimoniais ultrapassam R$ 32 milhões, refletindo a dimensão do esquema investigado e a estratégia das autoridades para enfraquecer financeiramente a facção.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam com o objetivo de identificar outros integrantes da rede de apoio financeiro e aprofundar o rastreamento do patrimônio que teria sido adquirido com recursos oriundos do tráfico de drogas e de outras atividades ilícitas.
Fonte do Conteudo: Metrópoles – www.metropoles.com