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Advogada Marina Feres segue sendo cuidada e as orações continuam sendo fundamentais | Jornal Espírito Santo Notícias

Angiografia identificou uma malformação em um vaso cerebral; Marina permanece sedada e apresentou respostas durante conversa com familiares

A advogada Marina Lara Feres, de Piúma, permanece sob cuidados médicos após sofrer o rompimento de um aneurisma cerebral. A família divulgou nesta terça-feira (25) uma nova atualização sobre o estado de saúde da advogada e reforçou o pedido de orações pela recuperação.

Durante a madrugada, Marina foi submetida a uma angiografia, exame utilizado para avaliar os vasos sanguíneos, que identificou uma malformação em um vaso cerebral. Segundo os familiares, a identificação do problema é considerada importante para que a equipe médica tenha maior clareza sobre a condução do tratamento.

Marina permanece sedada de forma mínima, com o objetivo de mantê-la dormindo, reduzir estímulos e a atividade cerebral e favorecer sua recuperação, especialmente diante do inchaço provocado pelo quadro.

Apesar da delicadeza da situação, um episódio ocorrido durante uma conversa com familiares trouxe expectativa positiva. Tiago conversava com Marina e pediu que ela piscasse caso estivesse ouvindo. De acordo com a família, ela respondeu ao estímulo e chegou a piscar três vezes, em momentos diferentes.

A reação foi comunicada à equipe médica. Segundo o relato dos familiares, o médico decidiu aumentar a sedação para evitar estímulos e atividade cerebral neste momento. Ainda conforme a avaliação repassada à família, a resposta apresentada por Marina foi considerada um sinal positivo, indicando preservação de resposta cognitiva.

O neurologista Diego Loureiro, que acompanha o caso, deverá reavaliar Marina nesta terça-feira. A expectativa da equipe médica é que, nas próximas 24 a 48 horas, a sedação possa ser reduzida gradualmente para que seja avaliado o despertar de Marina.

Entre cinco e sete dias, uma nova angiografia deverá ser realizada para analisar novamente a região atingida e avaliar a possibilidade de fechar o local onde ocorreu o rompimento. Segundo as informações repassadas à família, não há necessidade de uma intervenção imediata neste momento, pois o sangramento já cessou.

Os médicos também acompanham a evolução do dreno utilizado no tratamento e esperam que a quantidade de sangue diminua progressivamente nos próximos dias, evitando a necessidade de uma troca.

A família recebeu ainda uma orientação para as próximas visitas: levar fotografias, cartazes e mensagens de carinho, permitindo que Marina tenha contato com esses estímulos quando estiver acordada.

O médico reforçou aos familiares a importância de concentrar as atenções nos procedimentos e cuidados dos próximos dias. O quadro ainda é considerado delicado, mas, segundo a família, Marina vem respondendo aos cuidados da equipe médica.

O que é um aneurisma cerebral?

O caso chama atenção também para uma condição que muitas vezes pode existir sem apresentar sintomas.

Um aneurisma é uma dilatação anormal da parede de uma artéria, provocada por uma alteração ou enfraquecimento da estrutura do vaso sanguíneo. Ele pode permanecer sem se romper durante toda a vida, mas também pode sofrer uma ruptura e provocar uma hemorragia. No cérebro, um rompimento pode resultar em uma situação neurológica grave e de emergência.

Quando um aneurisma cerebral se rompe, o sangue pode atingir estruturas que envolvem o cérebro e provocar uma hemorragia subaracnóidea, uma forma de sangramento cerebral. A diretriz da Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo explica que a hemorragia subaracnóidea é geralmente relacionada à ruptura de um aneurisma e exige acompanhamento especializado.

O diagnóstico e a avaliação dos vasos são feitos por exames de imagem. A angiografia cerebral é considerada um dos principais exames para identificar alterações nos vasos e investigar aneurismas e outras malformações vasculares.

Aneurisma e AVC são a mesma coisa?

Não.

O aneurisma cerebral não é, por si só, um AVC. Ele é uma alteração em um vaso sanguíneo que pode permanecer sem sintomas ou, em determinadas situações, se romper e provocar sangramento.

Já o Acidente Vascular Cerebral (AVC) ocorre quando há uma alteração no fluxo sanguíneo do cérebro provocada pelo entupimento ou pelo rompimento de um vaso. O Ministério da Saúde classifica o AVC em dois principais tipos: o isquêmico, provocado pela obstrução de um vaso, e o hemorrágico, provocado pelo rompimento de um vaso e consequente sangramento.

É justamente aí que existe a relação entre as duas condições: um aneurisma cerebral rompido pode provocar um AVC hemorrágico, porque o rompimento do vaso resulta em uma hemorragia cerebral.

Em termos simples, o aneurisma é uma alteração na estrutura do vaso; o AVC hemorrágico é um evento provocado pelo rompimento de um vaso e pelo sangramento decorrente desse rompimento. O Ministério da Saúde aponta, inclusive, a ruptura de aneurisma como uma das principais causas do AVC hemorrágico.

Uma condição que também pode atingir pessoas aparentemente saudáveis

A história de Marina também chama atenção para outro aspecto. Segundo a família, a advogada mantinha hábitos considerados saudáveis, praticava atividades físicas, frequentava academia e jogava tênis.

A prática de exercícios e a manutenção de hábitos saudáveis são importantes para a saúde em geral, mas não significam que uma pessoa esteja completamente protegida contra alterações vasculares. A própria origem dos aneurismas pode estar relacionada a diferentes fatores, incluindo características da parede dos vasos e fatores adquiridos ao longo da vida.

Por isso, a existência de uma rotina ativa não permite concluir que uma pessoa esteja livre de problemas neurológicos ou vasculares. Em muitos casos, aneurismas podem permanecer silenciosos e só serem descobertos após exames ou quando ocorre uma complicação.

Entre os sinais associados a uma ruptura de aneurisma podem estar dor de cabeça súbita e intensa, náuseas, vômitos e perda de consciência, embora os sintomas possam variar de acordo com a localização e a extensão do sangramento.

Em situações de suspeita de AVC ou de uma emergência neurológica, o atendimento deve ser procurado imediatamente. O Ministério da Saúde destaca que a identificação rápida do quadro e o início do tratamento são fundamentais para aumentar as possibilidades de recuperação.

Família pede orações pela recuperação

Enquanto a equipe médica acompanha a evolução de Marina e programa as próximas avaliações, familiares e amigos seguem mobilizados.

A família agradece as mensagens de carinho e as demonstrações de solidariedade recebidas desde o início da internação e reforça o pedido para que as orações pela recuperação da advogada continuem.

Os próximos dias serão importantes para a avaliação da resposta de Marina à redução da sedação e para a definição dos próximos passos do tratamento.

Neste momento, a orientação dos médicos é manter o foco na recuperação e nos cuidados realizados pela equipe responsável pelo caso.

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Fonte do Conteudo: Luciana Máximo – www.espiritosantonoticias.com.br

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