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A Polícia Federal investiga Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o empresário Cléber Ribas, dono da 3Structure. Cléber, que obteve R$ 58 milhões em contratos federais, teve sua relação com Lulinha e a lobista Roberta Luchsinsger sob escrutínio, além de um acordo de não persecução penal por corrupção. Detalhes revelam a teia de contatos e negócios no governo Lula.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Um dos três inquéritos da Polícia Federal que investigam o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, envolve a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev), e o empresário Cléber Ribas, dono da 3Structure, da área de informática.
A 3Structure já recebeu 58 milhões de reais em contratos com a União desde o início do governo Lula. Mensagens em poder da Polícia Federal mostram que Cléber queria mais. Ele se empenhava em obter contratos na Dataprev e no Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).
Para isso, o empresário contratou Roberta Luchsinger, lobista com trânsito em Brasília, próxima a muitas autoridades, segundo a polícia, e sócia oculta de Lulinha. As mensagens são reveladoras.
Em março de 2023, Roberta perguntou a Cleber se ele desejava falar com alguém de outro ministério. Ele responde: “tem uma questão da Dataprev, mas eu vou te explicar na hora que a gente se encontrar”. Na sequência, Roberta afirma: “Dataprev vou ver hoje quem tá no comando”.
Em abril de 2023, a lobista acerta com Cléber os detalhes de um jantar. Ela informa que Lulinha e Fernando Bittar, sócio do filho do presidente, estariam presentes. “A ideia é aquela: vc contratar eles”, disse Roberta.
No mesmo mês, Roberta informa a Cleber: “Quinta tenho gabas. Eu poderia te levar”, em referência a Carlos Gabas, ex-ministro da Previdência. Em maio de 2023, Cleber solicita a Roberta uma reunião com Fábio e, na sequência, informa que o novo presidente da Dataprev assumiu. Veja trecho da mensagem:
Na época em que negociava contratos no governo, Cléber tinha outro problema a resolver. Em setembro de 2024, para se livrar da cadeia, ele assinou com o Ministério Público um acordo de não persecução penal.
Entre 2006 e 2010, o então presidente do Centro de Processamento de Dados do Estado de Mato Grosso (Cepromat), Adriano Niehues, solicitou vantagem indevida da empresa Consist Software Solutions Inc e recebeu, por intermédio de Cleber Ribas, pagamentos que somaram 218 mil reais.
O MP concluiu que o empresário cometeu crime de corrupção. Ele garante que tudo não passou de um mal entendido.
No acordo de não persecução penal, Cléber Ribas, acusado de corrupção, se comprometeu a devolver dinheiro para uma entidade social, comunicar ao juízo qualquer mudança de endereço e de abster de frequentar determinados lugares, como casa de prostituição e bares.
Mesmo com todos os problemas, Cléber Ribas conseguiu estreitar sua relação com o governo Lula. Em maio de 2024, ele visitou o Palácio do Planalto.
O empresário também fechou dois contratos com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social(MDS), comandado pelo petista Wellington Dias. O empresário garante que foi tudo dentro da legalidade. Ele explica que a amizade com Lulinha se estreitou por um motivo de doença.
“Eu descobri um câncer em junho de 2024. Até então eu conhecia o Fábio, mas convivia pouco com ele”, ressalta. “Não sei se por conta do problema do pai e da mãe, ele resolveu se aproximar. Quando fiquei careca e raspei a cabeça, ele raspou também. Minha relação com o Fábio é de amizade, não é financeira”, acrescenta o empresário.
Fonte do Conteudo: Hugo César Marques – veja.abril.com.br