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Apoiadores de Bolsonaro convocam “Reaja Brasil”, Veja data

Ato marcado para 7 de setembro reivindica anistia para participantes dos ataques de 8 de janeiro de 2023

Por Thamiris Guidoni

Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) convocaram um novo ato para o dia 7 de setembro em diversas cidades brasileiras. Intitulado “Reaja Brasil”, o movimento tem como principal pauta a defesa da anistia para os condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes da República foram invadidas e depredadas em Brasília.

O grupo é formado por aliados políticos, parlamentares e lideranças religiosas alinhadas ao ex-presidente. Entre os nomes que apoiam o movimento estão o pastor Silas Malafaia, o senador Magno Malta (PL-ES) e deputados da base bolsonarista no Congresso. A convocação circula nas redes sociais e prevê manifestações em capitais e outras cidades do país durante o feriado da Independência.

O “Reaja Brasil” já realizou atos anteriores, como o ocorrido em 3 de agosto de 2025, que reuniu milhares de pessoas em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Vitória.

Os manifestantes pediram a anistia dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, além do impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Também foram feitos discursos contra o STF e o procurador-geral da República.

Os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 resultaram na destruição de patrimônio público e em cenas de violência no Congresso Nacional, no Palácio do Planalto e no Supremo Tribunal Federal. Em resposta, o governo federal decretou intervenção na segurança pública do Distrito Federal. No mesmo mês, foi iniciado um processo judicial de grandes proporções, com centenas de denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da República.

Desde então, o STF já condenou 374 pessoas por envolvimento nos ataques, com penas que variam entre 14 e 17 anos de prisão, além de uma multa coletiva de R$ 30 milhões como forma de reparação pelos danos causados. Em março de 2025, foram proferidas mais 63 sentenças, com penas que vão de um ano a 17 anos, conforme o grau de participação de cada réu.

O governo e o Supremo têm reiterado a defesa da democracia e do Estado de Direito diante das manifestações. Após os ataques, cerimônias simbólicas marcaram a reintegração dos prédios públicos e das obras de arte danificadas. Movimentos sociais realizaram o chamado “Abraço à Democracia” na Praça dos Três Poderes, com a presença do presidente Lula e de autoridades dos Três Poderes.

O novo ato de 7 de setembro, promovido pelo “Reaja Brasil”, reacende o debate sobre os limites da liberdade de expressão e as tentativas de reescrever os acontecimentos de 8 de janeiro. O movimento insiste na narrativa de que os condenados são “presos políticos” e pede o que chama de justiça e liberdade para esses envolvidos. Até o momento, o STF tem mantido a linha dura contra os participantes dos atos, reforçando que não haverá anistia para crimes contra a ordem democrática.

 


Fonte do Conteudo: Thamiris Guidoni – esbrasil.com.br

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