Mesmo após ter o acesso cortado em redes sociais e aplicativos de mensagem, um bombeiro militar da reserva do Corpo de Bombeiros de Roraima, de 46 anos, encontrou um meio inusitado, e criminoso, de continuar importunando a ex-companheira: os pagamentos instantâneos Pix. A estratégia foi revelada por investigações da Polícia Civil de Roraima, que resultaram na prisão preventiva do suspeito no último sábado (1º/8).
Comprovantes anexados ao processo mostram que o homem realizava transferências de valores irrisórios, como R$ 0,01, R$ 1,00, R$ 2,00 e R$ 5,00, com o único propósito de utilizar o campo de descrição da transação para enviar recados.
“Eu não vou desistir de você, sei que me bloqueou”, dizia uma das mensagens registradas. Em outro tom, de clara intimidação, o investigado escreveu: “Só pra avisar que eu ainda moro aí […] qualquer hora posso tá chegando”.
Cerco e prisão preventiva
Segundo a Polícia Civil, o artifício servia para burlar os bloqueios tecnológicos impostos pela vítima. Como as notificações bancárias e os extratos exibem os textos vinculados aos depósitos, a mulher era forçada a visualizar o conteúdo a cada nova transferência. O espaço era usado para fazer cobranças, proferir ofensas, acusar a ex-companheira de traição e tentar forçar uma reaproximação.
Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles
A tática digital, no entanto, era apenas parte de uma rotina contínua de importunação. As investigações apontam que o militar reformado monitorava a rotina da vítima, colhia informações sobre seus horários e frequentava os mesmos locais que ela para intimidá-la.
Diante do escalonamento dos episódios, a Polícia Civil cumpriu o mandado de prisão preventiva em Boa Vista. O bombeiro da reserva responderá por uma série de crimes:
- Perseguição (stalking)
- Violência psicológica
- Ameaça
- Tentativa de estupro
Até a publicação desta reportagem, a defesa do investigado não havia sido localizada para se posicionar sobre as acusações. A Polícia Civil informou que o inquérito segue em andamento para reunir novos elementos e detalhar toda a conduta do suspeito.
Fonte do Conteudo: Metrópoles – www.metropoles.com