Brasil enfrenta aumento de casos graves de gripe

O Brasil registra aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em grande parte do território nacional, segundo o novo boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz.

A análise mostra que a maioria dos estados brasileiros apresenta incidência da doença em níveis de alerta, risco ou alto risco, cenário associado principalmente à circulação da influenza A e do vírus sincicial respiratório (VSR).

Os mapas divulgados pela Fiocruz mostram avanço da atividade respiratória nas últimas semanas epidemiológicas. Em boa parte do país, a tendência de longo prazo também aponta crescimento sustentado dos casos graves.

Segundo o boletim, o aumento aparece de forma mais intensa em estados das regiões Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Entre os locais com sinal de crescimento, estão Acre, Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Distrito Federal.

De acordo com infectologistas, a gripe é causada por vários vírus diferentes, mas os principais são os subtipos H1N1 e H3N2 do influenza
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De acordo com infectologistas, a gripe é causada por vários vírus diferentes, mas os principais são os subtipos H1N1 e H3N2 do influenza

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Os principais sintomas da gripe são dor no corpo, fadiga, febre, secreção, coriza, espiros e tosse. Os casos são limitados e, em dois ou três dias, o paciente não apresenta mais indícios da doença
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Os principais sintomas da gripe são dor no corpo, fadiga, febre, secreção, coriza, espiros e tosse. Os casos são limitados e, em dois ou três dias, o paciente não apresenta mais indícios da doença

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A indicação é que pessoas gripadas bebam bastante líquido e descansem
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A indicação é que pessoas gripadas bebam bastante líquido e descansem

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O uso da máscara é importante em caso de infecções respiratórias
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O uso da máscara é importante em caso de infecções respiratórias

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A pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, explica que dois vírus concentram a maior parte do aumento recente das hospitalizações.

“São basicamente dois vírus que têm levado a essa alta de SRAG nessa época do ano: o vírus da Influenza A, o vírus da gripe, que tem apresentado aumento de casos graves especialmente na região Sul, em alguns estados do Norte e também do Sudeste; e também o Vírus Sincicial Respiratório, que a gente tem observado um crescimento das hospitalizações pelo VSR em praticamente todo o país”, afirmou em comunicado divulgado pela Fiocruz.

A SRAG é uma complicação respiratória grave que pode surgir após infecções virais, incluindo gripe, Covid-19 e outros vírus respiratórios. O quadro costuma exigir internação e pode provocar falta de ar intensa, queda da oxigenação e comprometimento pulmonar.

Crianças e idosos estão entre os mais vulneráveis

O boletim aponta que o vírus sincicial respiratório segue associado ao aumento das internações entre crianças pequenas, principalmente bebês. Já a influenza A tem provocado crescimento de casos graves entre adultos e idosos.

A Fiocruz também identificou sinais de aumento de SRAG associados à Covid-19 nos estados do Ceará e Maranhão, embora influenza A e VSR continuem sendo os principais responsáveis pelo cenário atual.

Especialistas alertam que a circulação simultânea de diferentes vírus respiratórios costuma aumentar a pressão sobre hospitais durante os meses mais frios do ano.


Sintomas que podem indicar SRAG

  • Febre persistente;
  • Tosse intensa;
  • Falta de ar;
  • Dificuldade para respirar;
  • Saturação baixa;
  • Cansaço extremo;
  • Chiado no peito;
  • Dor no peito;
  • Lábios ou extremidades arroxeadas.

Em crianças, sinais como dificuldade para mamar, sonolência excessiva e respiração acelerada também exigem atenção médica imediata. Diante do avanço das hospitalizações, a Fiocruz reforça a importância da vacinação contra a gripe, principalmente entre idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas.

A instituição também recomenda cuidados para reduzir a transmissão dos vírus respiratórios, como higienizar frequentemente as mãos, usar máscara em caso de sintomas gripais e evitar contato próximo com pessoas vulneráveis quando houver sinais de infecção.

O boletim destaca que o cenário ainda pode sofrer alterações nas próximas semanas, já que parte dos dados depende de processamento e confirmação laboratorial dos casos notificados.

Com a aproximação do inverno e o aumento da circulação viral no país, pesquisadores alertam para a necessidade de vigilância constante e procura rápida por atendimento médico diante de sintomas respiratórios graves.

Fonte do Conteudo: Metrópoles – www.metropoles.com

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