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Após declarar “vitória” contra as gangues, o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, anuncia o próximo passo: uma ofensiva direta contra a corrupção no país. A medida, que visa erradicar fraudes, sonegação e contrabando, sucede uma política de segurança de linha-dura que lhe rendeu alta aprovação, mas também críticas por violações de direitos humanos.
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O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, anunciou que, após a autoproclamada “vitória” na guerra contra as gangues, seu governo iniciará uma ofensiva contra a corrupção no país. A declaração ocorreu na última terça-feira 19, durante a inauguração da sede da Procuradoria-Geral salvadorenha na capital, San Salvador.
“Há roubos, contrabando, sonegação fiscal, corrupção. Há fraudes, poluição ambiental, por parte de pessoas e por parte de empresas, e isso nós não erradicamos. Esse será o próximo passo”, afirmou Bukele, apontando que sua nova meta é garantir que “não haja corrupção”.
Eleito em 2019, Bukele foi responsável por iniciar uma política de linha-dura no combate a organizações criminosas salvadorenhas, definidas pelo mandatário como “o verdadeiro governo”. Através de um regime de exceção que permitiu detenções sem mandados judiciais, San Salvador prendeu quase 91 mil pessoas supostamente vinculadas a gangues – cenário visto pelo presidente como vitorioso.
+ Relatório faz a mais grave e completa acusação a Bukele por crimes contra humanidade
“Nós decidimos, ou tivemos que, mais precisamente, enfrentar diretamente uma guerra aberta, basicamente. Eu sempre disse que vencemos graças a Deus”, disse Bukele. Segundo o mandatário, as gangues controlavam “mais ou menos 80% do território” do país, e o “trabalho em equipe” foi fundamental para a sua vitória.
As medidas promovidas por Bukele garantiram uma aprovação de aproximadamente 80% junto à população, e passaram a ser vistas como um modelo a ser seguido por políticos de direita em toda a América Latina. No entanto, grupos de defesa dos direitos humanos apontam que San Salvador tem conduzido violações em suas prisões extrajudiciais.
Para além disso, a oposição salvadorenha tem denunciado o constante ganho de poder por parte de Bukele, que governa com um poder quase absoluto. De acordo com a agência de notícias AFP, também há críticas referentes à falta de transparência na prestação de contas e aos obstáculos que impedem a divulgação de informações sobre os presos.
Fonte do Conteudo: Flávio Monteiro – veja.abril.com.br