A PEC – Proposta de Emenda Constitucional – apelidada de PEC da bandidagem – nasceu na calada da noite, parida entre os escombros de um Congresso transformado em covil. Foi aprovada na madrugada, quando os canalhas de terno e gravata, travestidos de deputados, armaram o golpe contra a sociedade. São bandidos eleitos por um povo tantas vezes comprado e vendido, criaturas que, com medo da cadeia e da perda da mamata, fabricaram um salvo-conduto para si mesmos.
São ratos gordos, saídos das vielas da corrupção, que se escondem sob o verniz de “excelências”. Sanguessugas que não se saciam, ainda que o sangue seja o do próprio país. Reúnem-se às escondidas no teatro macabro do Congresso da sacanagem, onde a farsa é lei e a vergonha é aplauso.
Nada me surpreende nesse circo. Entre nobres de papelão e excelências de araque, o Brasil parece encenar sempre a mesma peça: a tragédia da esperança. Mas é preciso reagir. Assinar os abaixo-assinados, tomar as ruas, erguer a voz contra esse habeas corpus preventivo que só interessa aos canalhas. Como disse Elisa Lucinda, nunca se viu coisa igual. Eles querem um salvo-conduto para roubar, lavar dinheiro, financiar milícias, traficar, estuprar, matar — e sair rindo, impunes, gargalhando da cara de quem paga a conta.
Pra cima deles!
É claro que o gado segue pastando, achando que PEC é palavra estrangeira. Não sabe que significa abrir a Constituição em canal, arrancar dela a espinha dorsal da justiça. As amebas acreditam que tudo se resume a Lula e Bolsonaro, como se o Brasil fosse um jogo de dois bonecos de palanque. Mas não: a PEC é o bilhete premiado dos canalhas, tanto da direita quanto da esquerda. Não há partido que os detenha, porque bandidagem não tem cor ideológica: veste batina, veste toga, veste terno Armani. Vive nos condomínios de luxo e nas favelas, mas é no tapete vermelho do parlamento que trama sua impunidade.
Os canalhas são camaleões: fingem devoção, citam Cristo, pregam moralidade — e por baixo do púlpito, escondem a serpente. São veneno, são peste, são maldição.
Que fique registrado: canalhas protegem canalhas. E contra eles, só nos resta o repúdio, a palavra, o grito, a rua. Porque silêncio, neste país, é conivência.
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Fonte do Conteudo: Luciana Máximo – www.espiritosantonoticias.com.br