Carnaval no Rio: quais bairros têm maior risco de roubo e furto de celular durante os blocos

Carnaval de rua no bairro da Urca – Foto: Alexandre Vidal

Com a chegada do carnaval e o avanço da programação oficial de blocos de rua, que no Rio começou no último dia 17 e segue até 22 de fevereiro, no encerramento do pós-carnaval, cresce também o alerta para roubos e furtos de celulares durante a folia. Um levantamento com base em dados do ano passado, obtido pelo jornal O Globo, mostra que os registros se concentram justamente nos bairros com maior intensidade de desfiles e aglomerações.

Somente na Região Central do Rio, área que reúne o maior número de blocos (este ano com mais de 130), foram registrados em média 375 celulares roubados ou furtados por dia durante o carnaval de 2025. O número é cerca de 2,5 vezes maior do que a média diária registrada em todo o município ao longo do ano, um salto explicado pela concentração de foliões e eventos na região.

No recorte dos dois dias oficiais da festa, o Centro liderou com ampla vantagem, somando 750 ocorrências. Em seguida aparecem Ipanema, com 163 registros, e Flamengo, com 130. Também figuram entre os bairros com maior volume Botafogo, com 106 casos, Glória, com 101, e Santa Teresa, com 76. Copacabana, com 68, e Leblon, com 63, completam a lista dos dez primeiros colocados.

Todos esses bairros têm em comum uma programação intensa de carnaval de rua, com blocos de grande porte e circulação elevada de pessoas. Já áreas mais afastadas do circuito tradicional apresentaram números menores. Na Barra da Tijuca, foram 59 registros, enquanto Campo Grande somou 32 ocorrências no mesmo período.

A análise por horário reforça a concentração inicial no Centro. Pela manhã, quase metade de todos os roubos e furtos de celular registrados na cidade ocorreu na região central. Foram 176 casos de um total de 378 em todo o município. Ao longo da tarde, essa concentração começa a se diluir, embora o Centro ainda mantenha números elevados, com 97 registros à tarde e 286 à noite.

À medida que os blocos se espalham e a dinâmica da festa muda, os casos passam a se distribuir por outras regiões da cidade. Nesse mesmo intervalo, o total de ocorrências na capital cresce de forma significativa, chegando a 722 registros à tarde e 818 à noite, o que amplia a diferença entre o volume absoluto do Centro e o restante do município.


Agenda dos Blocos de Rua do Rio de Janeiro em 2026

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Fonte do Conteudo: Victor Serra – diariodorio.com

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