Cenas inéditas: onça-pintada dá à luz trigêmeos no Cerrado. Vídeo

A Organização Não Governamental (ONG) Onçafari registrou um acontecimento inédito na área mineira do Parque Nacional Grande Sertão Veredas (PNGSV), próximo à Pousada Trijunção, região de Cerrado: o nascimento de onças-pintadas trigêmeas.

Ainda não foi possível determinar o sexo dos filhotes, que têm cerca de 6 meses de vida e andam na companhia da mãe.

Veja a família:

“É a primeira ninhada de trigêmeos que registramos nesta área. Ficamos muito felizes e torcendo para que essa onça consiga criar todos os filhotes até a idade adulta. Nossa esperança é monitorá-los no futuro e quem sabe conseguir material genético deles para melhor entendermos questões relacionadas à paternidade e dispersão”, conta Edu Fragoso, biólogo do Onçafari e coordenador do projeto Onças-Guardiãs do Grande Sertão Veredas no PNGSV.

O projeto tem como foco conhecer e monitorar as espécies que ocorrem na região do Grande Sertão Veredas, buscando entender a dinâmica das onças-pintadas e de outras espécies do Cerrado para identificar áreas para a criação de “corredores ecológicos”. Com eles, o objetivo é garantir a livre movimentação e qualidade de vida desses animais dentro e fora das Unidades de Conservação.

“A onça-pintada é o maior felino das Américas e desempenha um papel fundamental como predador de topo de cadeia, sendo um bioindicador da saúde de seu ecossistema. Estamos muito felizes em documentar esse nascimento, pois são cenas como essa que nos motivam a continuar nosso trabalho de conservação”, afirma Mario Haberfeld, CEO do Onçafari.

A fêmea que deu à luz aos trigêmeos foi registrada pela primeira vez em 2019, ainda filhote, na área da Pousada Trijunção, que fica na divisa entre Minas, Bahia e Goiás, e é uma das bases de atuação da ONG.

A felina é filha de Lua, uma das onças que o Onçafari monitorou de 2018 a 2022 também na região. Ao se tornar independente da mãe, ela se dispersou para o lado mineiro do PNGSV, onde é acompanhada pelas armadilhas fotográficas (câmeras trap) da ONG desde 2022.

Até o mês passado, o projeto havia reunido mais de 21 mil registros de armadilhas fotográficas, ultrapassando o registro de 23 onças-pintadas. Somado a outros monitoramentos do PNGSV, o número total de onças está entre 44 a 55 – as melânicas, popularmente chamadas de panteras negras, raras na natureza, representam cerca de 40% dessa população.

Fonte do Conteudo: Madu Toledo – www.metropoles.com

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