
O preço da cesta básica apresentou queda significativa na cidade do Rio de Janeiro em agosto de 2025. Segundo análise conjunta da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), 10 dos 13 itens que compõem a cesta ficaram mais baratos, com destaque para o tomate, a batata e o feijão preto.
De acordo com o levantamento, a cesta básica carioca teve retração de 2,70% em relação a julho, chegando ao valor médio de R$ 801,34. O resultado acompanha a tendência nacional, já que 24 das 27 capitais brasileiras apresentaram diminuição no custo dos alimentos essenciais durante o mês.
Entre julho e agosto, os produtos que mais contribuíram para a redução foram o tomate (-17,27%), a batata (-7,49%), o feijão preto (-6,99%), o café em pó (-2,77%), o açúcar refinado (-1,51%), o arroz agulhinha (-1,34%), o pão francês (-1,33%), a carne bovina de primeira (-1,18%), a manteiga (-1,09%) e o leite integral (-0,15%). Em contrapartida, banana (5,61%), óleo de soja (0,26%) e farinha de trigo (0,13%) registraram elevação nos preços.
No acumulado de 2025, de janeiro a agosto, sete produtos apresentaram quedas expressivas no Rio. O feijão preto teve a maior redução, com -35,05%, seguido da batata (-28,14%), arroz agulhinha (-23,94%), óleo de soja (-10,79%), farinha de trigo (-2,59%), açúcar refinado (-1,29%) e leite integral (-0,15%).
O tomate foi o ponto alto entre os alimentos, registrando queda em 25 capitais, com variações que foram de -26,83%, em Brasília, a -3,13%, em Belém. A maior oferta do produto foi o principal fator que derrubou os preços no varejo.
A batata também teve forte recuo: em 26 capitais houve queda, chegando a -18,35% em Florianópolis. Já o feijão preto, tipo consumido no Rio, apresentou redução em todas as cidades onde é monitorado, sendo o Rio (-6,99%) e Vitória (-3,61%) os principais destaques.
A parceria entre Conab e DIEESE, firmada em 2024, ampliou a coleta de preços da cesta básica de 17 para 27 capitais brasileiras. O objetivo é fortalecer a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e a Política Nacional de Abastecimento Alimentar, fornecendo dados mais completos para a formulação de políticas públicas.
Fonte do Conteudo: Gabriella Lourenço – diariodorio.com