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Chefe de arbitragem da Fifa rebate polêmicas de Argentina x Egito

Em duelo recheado de polêmicas, a Argentina se classificou para as quartas de final da Copa do Mundo após vencer o Egito, de virada, nessa terça-feira (7/7). Em entrevista, Pierluigi Collina, chefe de arbitragem da Fifa, explicou o porquê das decisões tomadas pelos juízes na partida.

Os egípcios tiveram um gol anulado aos 12 minutos do segundo tempo, quando desarmaram Lisandro Martínez no campo defensivo, saíram em contra-ataque e estufaram as redes. Porém, foi marcada uma falta no zagueiro argentino, no início da jogada, e o tento foi invalidado.

Segundo comunicado, a infração no defensor aconteceu no início da construção da jogada que terminaria na bola nas redes dos faraós. Collina ainda acrescentou que foi assinalado um pisão no pé de Lisandro.

“Após cada gol marcado, o VAR verifica a fase de posse de bola do ataque (APP). Se uma falta for identificada na construção da jogada e considerada como tendo influenciado o gol, o VAR recomendará uma revisão em campo. Não há limite definido em relação à distância do gol ou ao tempo decorrido entre o lance e o gol”, explicou o chefe da arbitragem.

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do Metrópoles

Atletas do Egito com árbitro François Letexier
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Atletas do Egito com árbitro François Letexier

Nick Potts/PA Images via Getty Images

Hossam Hassan, treinador do Egito
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Hossam Hassan, treinador do Egito

Buda Mendes/Getty Images

Enzo Fernández marcou o terceiro gol da Argentina na vitória diante do Egito
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Enzo Fernández marcou o terceiro gol da Argentina na vitória diante do Egito

Patrick Smith – FIFA/FIFA via Getty Images

Gol da virada

Pierluigi Collina ainda comentou sobre outra jogada na partida. No terceiro gol argentino, que resultou na virada e classificação, o Egito reclama de uma falta no início da construção. Na ocasião, Julián Álvarez recuperou a bola de Salah e saiu em contra-ataque que resultou em tento.

Segundo o italiano, o lance foi normal, por isso não houve a anulação. O chefe da arbitragem comentou sobre as duas jogadas.

“Pisar no pé de um adversário é falta, enquanto um defensor que toca na bola primeiro e depois faz um contato normal de futebol não cometeu falta. Novamente, um exemplo disso ocorreu no final da mesma partida. O árbitro e o VAR consideraram um contato normal de futebol entre o camisa 10 do Egito, Mohamed Salah, e o camisa 10 da Argentina, Julián Alvarez”, completou.

Revolta do Egito

Diante destas decisões, a Federação do Egito entrou em ação, na figura de seu presidente, Hany Abo Rida, e apresentou queixa formal contra os árbitros que aturam na partida contra a Argentina. O mandatário exigiu explicações e solicitou investigação sobre as decisões tomadas no jogo e a exclusão da equipe de arbitragem francesa do restante da Copa do Mundo.

A atuação também foi alvo de críticas do técnico dos faraós, Hossan Hassam e do atacante Zico, autor do gol anulado por falta em Lisandro Martínez.

“O árbitro não foi bom, foi injusto. A injustiça dele foi clara. Nos perseguiu desde o início da partida. Não quer que a gente vença. Foi uma partida direcionada”, comentou Zico.

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Fonte do Conteudo: Metrópoles – www.metropoles.com

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