Cineclube Avesso estreia com exibição de documentário sobre o Britz Bar | Jornal Espírito Santo Notícias

A exibição será na Thelema, no Centro de Vitória, na próxima quinta-feira (16), às 19h30

A próxima quinta-feira (16) será marcada pela estreia do Cineclube Avesso, que começa suas atividades com o projeto O Centro de Vitória na Tela, na Thelema, às 19h30, no Centro de Vitória. Será a primeira de seis sessões semanais, sempre às quintas, nesse mesmo horário, abertas ao público, com produções audiovisuais que falam do Centro de Vitória ou se passam nesse local. A primeira a ser exibida será Britz Bar – Relatos Sóbrios de Tempos Ébrios. Todas as sessões contarão com intérprete de libras.

A criação do mais novo cineclube capixaba está sendo possível por meio do Edital 014/2023 – Difusão Audiovisual, viabilizado com recursos do Fundo de Cultura do Estado do Espírito Santo (Funcultura), da Secretaria da Cultura (Secult). A proponente é a jornalista e produtora cultural Elaine Dal Gobbo. A criação do cineclube, de acordo com ela, partiu da ideia de utilizar o audiovisual como instrumento de educação popular, para debater temas diversos.

O primeiro projeto, O Centro de Vitória na Tela, busca, por meio de seis obras audiovisuais a serem exibidas semanalmente, resgatar parte da história do Centro de Vitória e também debater a realidade dessa região na atualidade. Afinal, o Centro, local de grande importância na Capital, encontra-se abandonado pelo poder público.

A primeira obra a ser exibida, Britz Bar – Relatos Sóbrios de Tempos Ébrios, trata-se de um documentário de Lucas Valadão e Caio Fassarella, produzido em 2017 com o objetivo de resgatar e preservar a memória do saudoso Britz Bar, antigo bar do Centro de Vitória que funcionou de1961 a 1983, e foi de grande importância para a cultura local na época. O estabelecimento era conhecido como reduto de artistas, jornalistas e militantes de esquerda no contexto da ditadura militar.

A segunda sessão do Cineclube Avesso será no dia 23 de janeiro, com o documentário Ali, na Costa Pereira, de Heitor Leal, que aborda a questão do uso do espaço público e os diferentes investimentos afetivos e simbólicos que a ele se direcionam, tratando, especificamente, de uma praça localizada na região central da capital Vitória, a praça Costa Pereira. No dia 30 é a vez de Vento Sul, de Sáskia Sá, curta metragem que mostra o retorno da personagem principal à Vitória e suas impressões sobre a cidade.

As demais sessões serão nos dias 6, 13 e 20 de fevereiro. As obras a serem exibidas já estão definidas, mas as datas específicas de cada uma ainda não. As obras serão Riscadas, de Karol Mendes, na qual três artistas mulheres capixabas contam suas vivências e como a arte urbana, aliada ao movimento feminista, se tornou importante ferramenta no enfrentamento à violência contra a mulher; A história do puteiro mais antigo de Vitória, de Sidney Spacini, que trata do Higher Ground, puteiro mais antigo de Vitória, que acabou sendo fechado; e Jardim Secreto, de Shay Peled, sobre o comerciante Eugênio Martini, criador de um jardim e que distribui várias câmeras pelo Centro de Vitória. O documentário acompanha o cotidiano de Martini e suas impressões sobre segurança comunitária, vigilância e privacidade.

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Fonte do Conteudo: Luciana Máximo – www.espiritosantonoticias.com.br

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