O Conselho Curador do FGTS aprovou uma mudança importante no programa Minha Casa Minha Vida que impacta diretamente o mercado urbano e regiões de maior adensamento, incluindo capitais e cidades médias, como no Espírito Santo.
Segundo Ricardo Gava, diretor da Ademi/Secovi-ES, O ponto central é o aumento do valor máximo dos imóveis que podem ser financiados pelo programa. “Esse teto não acompanhava a valorização dos imóveis nos últimos anos, o que deixava muitos compradores de fora, especialmente em cidades onde o custo de construção subiu mais rápido que a renda das famílias. Agora, o novo limite passa a variar conforme o porte do município, permitindo que imóveis mais compatíveis com a realidade local entrem no programa”, destaca Gava.
Em cidades grandes, com mais de 750 mil habitantes, o valor máximo do imóvel chega a R$ 275 mil. Em municípios de porte intermediário, entre 300 mil e 750 mil habitantes, o teto sobe para R$ 270 mil. Já em cidades médias, entre 100 mil e 300 mil habitantes — perfil muito comum no Sudeste — o limite passa para R$ 245 mil. Essa mudança favorece diretamente famílias das faixas 1 e 2, com renda mensal de até aproximadamente R$ 4.700.
Para essa faixa de renda, pequenos aumentos no teto fazem grande diferença na hora de escolher um imóvel melhor localizado, com planta mais funcional ou em um bairro com melhor infraestrutura urbana. Outro ponto relevante é a definição do orçamento do FGTS para 2026: serão R$ 160,2 bilhões, dos quais R$ 144,5 bilhões destinados especificamente à habitação. Esse volume garante continuidade ao programa e reforça o compromisso com moradia popular.
Na prática, o comprador passa a ter mais opções dentro do programa, e o mercado ganha dinamismo, já que empreendimentos que antes não se encaixavam agora passam a ser elegíveis.
“Para quem trabalha com crédito imobiliário, essa atualização amplia o campo de atuação, melhora o ticket potencial e ajuda a atender famílias que antes ficavam no limite do valor permitido. Portanto, o novo teto começa por volta de R$ 230 mil nas cidades menores e pode chegar a R$ 275 mil nos maiores centros urbanos, refletindo melhor o cenário imobiliário atual”, analisou Ricardo Gava.
Fonte do Conteudo: Thauane Lima – eshoje.com.br