Sepultado no Cemitério São Miguel, em São Gonçalo, na Região Metropolitana, o corpo de Vera Lucia Ribeiro da Silva, de 68 anos, teria sido exumado da sepultura sem o consentimento da família, em 2024. A informação, segundo o jornal O DIA, teria sido repassada ao filho de Vera Lúcia nesta sexta-feira (22).
Segundo o analista administrativo, Alexandre Ribeiro da Silva, de 54 anos, uma funcionária do cemitério teria relatado que o corpo de sua mãe teria sido retirado da sepultura dois anos após a morte. A ação aconteceu sem a notificação dos parentes.
Ao jornal, Alexandre relatou: “A administradora do cemitério falou comigo. Abriram a sepultura em 2024, sem nossa autorização, e colocaram outro corpo no lugar. Eles não sabem dizer quem foi. Não disseram onde colocaram e ninguém sabe para onde foi o corpo dela”.
Diante do desaparecimento dos restos mortais da Vera Lúcia, o filho ressaltou que vive novamente a dor de perder a mãe: “Um novo luto, como enterrando pela primeira vez”, desabafou.
Vera Lucia Ribeiro da Silva foi sepultada em 2022. Em março de 2025, Alexandre compareceu ao cemitério para fazer a exumação dos seus restos mortais para acomodá-los no jazigo da família, em outro local. Na ocasião, o deslocamento não pôde ser feito, pois o corpo de Vera, que estava na gaveta, ainda apresentava integridade.
Na última sexta-feira (15), o filho de Vera Lúcia retornou ao cemitério e descobriu que o corpo onde deveria estar o cadáver da mãe, era de um homem:
“Quando o rapaz botou a mão por dentro do caixão, disse que já havia se decomposto. Ele desceu o caixão, abriu e vimos que era um corpo masculino, de calça jeans e blusa clara. Na arcada dentária, tinha aparelho”, contou o analista administrativo, esclarecendo:
“Minha mãe não usava aparelho e era espírita. Foi enterrada com um vestido branco. O enterro dela foi feita com os rituais do espiritismo. Ali tinha uma pessoa de calça e de camisa. Não reconheci o corpo”, disse Alexandre da Silva ao veículo.
A Prefeitura de São Gonçalo informou, nesta sexta-feira (22), que está disposição das famílias para o esclarecimento dos acontecimentos no cemitério São Miguel, notificados a partir de 2025. A administração municipal reforçou que o caso da Vera está sob investigação da Polícia Civil.
A Prefeitura local informou ainda que, em 2025, tomou as medidas necessárias para solucionar as falhas relatadas em procedimentos de registros e exumações no cemitério, para evitar novas ocorrências.
Entre as medidas adotadas, no mesmo ano, estão a substituição da administração do cemitério e a modernização do sistema de controle de sepultamentos. Segundo a Prefeitura de São Gonçalo, as falhas relatadas e sob investigação, no entanto, teriam ocorrido antes das mudanças.
O caso está a investigação da 72ª DP (São Gonçalo).
Fonte do Conteudo: Patricia Lima – diariodorio.com