Após mais de 48 horas de buscas intensas na zona rural de Doverlândia, no oeste de Goiás, equipes de resgate localizaram nesta quarta-feira (17/6) o corpo de Maria Fernanda Cândido da Rocha às margens do Rio Paraíso. A menina estava desaparecida desde a última segunda-feira (15), quando foi vista pela última vez na Fazenda Vale do Paraíso, onde os pais atuavam como caseiros.
Segundo a Polícia Civil goiana, não havia sinais visíveis de violência no corpo da criança. A avaliação preliminar apontou características compatíveis com afogamento, mas a confirmação da causa da morte dependerá dos exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML), para onde o corpo foi encaminhado.
As investigações iniciais indicam que Maria Fernanda pode ter deixado a residência sozinha no momento em que os pais estavam ausentes. Durante as diligências, os policiais encontraram pegadas compatíveis com o tamanho dos pés da menina. De acordo com os relatos da família, as marcas correspondiam às da criança, e não foram identificados vestígios de outras pessoas nas proximidades, reforçando a hipótese de que ela tenha saído desacompanhada.
Corpo perto de rio
As buscas mobilizaram equipes da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros e do Grupo de Radiopatrulhamento Aéreo (Graer), que trabalharam ininterruptamente na região. Drones, helicóptero, mergulhadores e cães farejadores foram empregados nas operações para tentar localizar a criança.
Nos primeiros momentos das buscas, a atenção das equipes se concentrou em uma represa situada próxima à residência da família, diante da possibilidade de que a menina tivesse caído no local. Com o avanço das operações, foram encontrados uma fralda e uma peça de roupa pertencentes à criança. Pouco depois, o corpo foi localizado no leito do Rio Paraíso, a cerca de dois quilômetros da fazenda.
A Polícia Civil prossegue com as investigações para esclarecer as circunstâncias em que Maria Fernanda chegou até o local onde foi encontrada e aguarda o resultado dos exames periciais, que deverão indicar oficialmente a causa da morte.
Fonte do Conteudo: Metrópoles – www.metropoles.com