CPMI do INSS: celular de empresário é apreendido durante depoimento

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). apreendeu nesta segunda-feira (10/11) o celular do empresário Igor Dias Delecrode, dirigente da Associação de Amparo Social do Aposentado e Pensionista (AASAP), durante depoimento. A associação é investigada por descontos ilegais em benefícios e aposentadorias, movimentando cerca de R$ 700 milhões.

O depoente compareceu protegido por um habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o que foi alvo de protestos do presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), a protestar contra a Corte logo no início da sessão. Ele se manteve em silêncio ao longo da sessão, sem responder às perguntas dos parlamentares.

Por volta das 19h30, o relator da comissão, Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), apresentou um requerimento para apreensão dos aparelhos celulares e acesso às conversas em aplicativos de mensagens instantâneas. O presidente da CPMI, Carlos Viana, aprovou o pedido, pegou o celular que Delecrode portava e o encaminhou à Polícia Legislativa para perícia.

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Caso revelado pelo Metrópoles

  • O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.
  • As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23/4 e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do então ministro da Previdência, Carlos Lupi.

A investigação

Documentos internos da entidade junto a relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) mostraram que o grupo desviava para suas própria empresa o dinheiro arrecadado pela associação, além de criar sistema próprio de biometria para fraudar assinaturas dos aposentados.

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Os mesmos documentos revelam como eles pagaram parentes de dirigentes do INSS por meio de suas empresas. Também mostram gastos em concessionárias de carros esportivos, joalherias de luxo e com embarcações. Além de uma fintech e uma construtora, o grupo tem empresas de crédito consignado em Alphaville, bairro em Barueri onde moram em casas de luxo.

Fonte do Conteudo: Maria Laura Giuliani – www.metropoles.com

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