A crônica é de José Alberto Valiati, escritor, agricultor, poeta, radialista e político.
Em uma pequena, próspera e pacata cidade morava uma família rica. Os pais, Antônio e Helena com seus três filhos gêmeos : Albert, Marconi e Dumont. O pai gabava-se que seus filhos iriam ser famosos e por isso batizou-os com nomes históricos. Os meninos foram crescendo e o casal os matriculou em uma escola particular que havia na região. Assim que terminaram o ensino médio, Antônio escolheu o curso superior para os jovens prestarem o vestibular. Albert seria físico; Marconi cientista e Dumont engenheiro. Após serem aprovados, Antônio e Helena deram uma festa. Porém, Dumont não estava feliz, pois ele não queria cursar engenharia e sim ir para um seminário, mas tinha um certo receio de comentar com a família. Em um certo momento da festa alguém bateu na porta. Era um andarilho. Antônio estava expulsando-o, quando Dumont interveio e lhe deu algo de comer. O andarilho sorriu, agradeceu e disse baixinho: não desista do seu sonho. Dumont foi dormir encucado tentando entender como o homem que pediu comida sabia que ele tinha um sonho. O dia amanheceu e Dumont tomou coragem e comunicou a família que queria ser padre. O pai esbravejou e disse que ser padre não dava lucro e que ele não iria permitir. Helena apoiou o filho e Antônio o mandou embora de casa. A mãe pediu ao marido pra voltar atrás, mas foi em vão. Dumont despediu-se dos irmãos e partiu a pé. Logo logo foi admitido em um seminário e começou uma nova vida. Em alguns anos Dumont foi ordenado padre, mas seu pai não compareceu e reclamava com os vizinhos que havia jogado dinheiro fora com o filho, agora sacerdote. Bradava para todos que só tinha dois filhos doutores e não considerava o outro como tal. Padre Dumont era muito querido onde atuava como vigário e suas pregações eram muito concorridas. Muitos fiéis diziam que o padre seria um santo, pois cuidava dos seus paroquianos com muito amor e dedicação. Com o passar dos anos padre Dumont foi ordenado Bispo e sua responsabilidade aumentou. Suas missas dominicais atraiam pessoas de todas as paróquias. Distante do filho, que foi ordenado padre contra sua vontade, Antônio adoeceu. Os filhos, Albert e Marconi não sabiam mais o que fazer para salvar o pai de uma doença rara. Vamos procurar o Bispo Dumont. Quem sabe ele pode interceder à Deus pela saúde de nosso pai, mas Antônio não queria. Uns dias se passaram e Antônio entrou em coma. Nesse momento Dumont sentiu um arrepio e em sua frente apareceu o andarilho de outrora e disse-lhe: vá, não demores, salve o seu pai. Dumont ficou encucado novamente com o que disse o andarilho e viajou pra visitar Antônio. Chegando à casa paterna o médico que cuidava do seu pai contou – lhe que não havia nada mais a fazer e que trouxeram ele do hospital para morrer em casa, pois assim era a sua vontade. Dumont olhou para o pai, rezou chorando e deu-lhe a extrema unção. No mesmo instante, Antônio abriu os olhos e abraçou o filho pedindo perdão. Ao vê-los abraçados, Helena, Albert, Marconi e o médico deram-se as mãos e rezaram a oração do Pai Nosso em agradecimento a vida de Antônio. O Bispo Dumont louvou à Deus pela cura do pai e olhando para a porta viu o andarilho saindo sorrindo e foi aí que Dumont entendeu quem era o andarilho. E você, descobriu quem era?
(José Alberto Valiati )
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Fonte do Conteudo: Luciana Máximo – www.espiritosantonoticias.com.br